
A deputada estadual Joana Darc (UB) denunciou, na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira (15/4), um caso grave de agressão envolvendo uma criança autista dentro de uma escola em Manaus, que teve a boca tapada com fita adesiva por uma professora. A parlamentar classificou a situação como inaceitável e cobrou providências imediatas da escola e dos órgãos competentes.
De acordo com as informações, o caso ocorreu no dia 20 de março, mas a mãe da criança só tomou conhecimento cinco dias depois, no dia 25, após outra criança presenciar a situação e relatar o ocorrido à própria mãe, que procurou a família da vítima. A partir disso, a responsável pela criança autista entrou em contato com a escola, mas, segundo o relato, nenhuma medida foi adotada naquele momento.
Titular da Comissão da pessoa com deficiência da Aleam, a parlamentar criticou a postura da escola, que até o momento se manifestou apenas por meio de uma nota, sem esclarecimentos detalhados, e destacou a ausência de informações sobre eventuais medidas administrativas em relação à professora envolvida.
“Estamos falando de uma criança com deficiência, que deveria estar em um ambiente de acolhimento e proteção. Vou fazer um requerimento solicitando a presença da direção da escola na Comissão da pessoa com deficiência da Aleam. Será que essa escola já prestou apoio psicológico ou social para essa criança? Será que já afastaram a professora?”, indagou Joana Darc.
Diante da ausência de providências, a família decidiu ingressar com ação judicial. A pedido do advogado, foram solicitadas as imagens do local, que confirmaram o relato da criança. O caso foi registrado no 19º Distrito Integrado de polícia (DIP), localizado na Avenida Coronel Teixeira, bairro Ponta Negra, zona oeste de Manaus.
Transparência e responsabilização
A parlamentar reforçou que a ausência de medidas concretas por parte da escola agrava ainda mais a situação, evidenciando falhas graves na condução de um caso que exige resposta imediata. Joana Darc destacou ainda que a omissão expõe outras crianças a riscos semelhantes, especialmente aquelas que necessitam de atenção e cuidado redobrados no ambiente escolar.
“Quando uma instituição se omite diante de uma denúncia grave, ela deixa de cumprir seu papel e passa a contribuir para a perpetuação da violência. Vamos acompanhar esse caso de perto e prestar assistência jurídica a essa família”, declarou.
Joana Darc ainda destacou que as informações foram apuradas com exclusividade pela jornalista Brenda Souza. “Não Podemos permitir que nenhuma criança seja silenciada ou desprotegida. Vamos seguir cobrando respostas e justiça”, concluiu.