Rozenha destaca tecnologia inédita em Nhamundá para solução do lixo no Amazonas

Reporter da Cidade

Um projeto considerado inovador para a realidade amazônica foi o tema o discurso do deputado estadual Rozenha (PSD) na quarta-feira (22/04), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O parlamentar destacou a implantação de uma usina de carbonização de resíduos sólidos no município de Nhamundá como um possível divisor de águas na forma como o lixo é tratado no estado.

Segundo Rozenha, a iniciativa surge em um cenário crítico, mais de uma década após a criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, ainda marcada por dificuldades estruturais na destinação adequada de resíduos, especialmente em regiões isoladas da Amazônia. “Nhamundá não está tentando melhorar o problema, está tentando resolver na raiz”, afirmou o deputado.

O projeto, liderado pela prefeita Marina Pandolfo, com apoio de emenda parlamentar do Senador Plínio Valério, utiliza tecnologia de carbonização capaz de reduzir o volume de resíduos em até 80%, além de transformar o lixo em subprodutos com potencial econômico.

Para o parlamentar, a escolha por essa tecnologia representa uma mudança de paradigma em relação ao modelo tradicional baseado em lixões ou aterros sanitários, frequentemente apontados como soluções caras, limitadas e ambientalmente problemáticas. “Enquanto muitos municípios ainda tentam sair dos lixões, Nhamundá decidiu avançar direto para uma solução mais limpa, inteligente e sustentável”, destacou.

Rozenha também chamou atenção para as especificidades geográficas do município, que dificultam soluções convencionais. “Nhamundá é uma ilha, não tem espaço para lixão. Essa limitação virou oportunidade para inovação”, disse.

O deputado comparou a iniciativa com a realidade de outras cidades do Amazonas, incluindo Manaus, onde o modelo atual de destinação de resíduos ainda enfrenta críticas relacionadas a impactos ambientais e localização de aterros. “Após mais de 10 anos da política nacional, nem mesmo a capital encontrou um caminho definitivo. Nhamundá está um passo à frente”, afirmou.

Além dos benefícios ambientais, o parlamentar ressaltou impactos diretos na saúde pública e na economia local. “Menos contaminação, menos doenças, menos impacto nos rios. E mais: o que antes era um passivo ambiental começa a se tornar ativo econômico”, disse.

Ao final, Rozenha defendeu que a experiência sirva como modelo para outros municípios do estado, como Parintins, Itacoatiara e Manacapuru, que enfrentam desafios semelhantes na gestão de resíduos. “O futuro não está em esconder o lixo debaixo da terra. Está em transformar o lixo em solução”, concluiu.

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