Cabo Maciel participa do 21º Festival Cultural Munduruku e reforça valorização dos povos originários em Borba

Reporter da Cidade

O deputado estadual Cabo Maciel (PL) participou da programação do 21º Festival Cultural Munduruku (FECUM), na Terra Indígena Kwatá-Laranjal, em Borba, durante agenda alusiva ao Dia dos Povos Originários. A convite do Cacique Geral Manelzinho Cardoso Munduruku e do coordenador de área Lindivan Vilaça, o parlamentar esteve na Aldeia Laranjal e também na Aldeia Kwatá, no rio Canumã, acompanhando de perto manifestações culturais, encontros com lideranças e momentos de celebração da identidade do povo Munduruku. O festival foi realizado entre os dias 17 e 19 de abril e reuniu programação voltada à ancestralidade, à resistência e à valorização das tradições indígenas.

Em sua 21ª edição, o FECUM se consolidou como um dos principais espaços de afirmação cultural indígena do Médio Madeira. A programação reuniu rituais tradicionais, danças como Wadoda e Farinha, apresentações teatrais, competições esportivas indígenas e exposições de artesanato, além de atividades que destacaram o protagonismo feminino, como as apresentações das Marias Munduruku e o desfile para escolha da rainha do festival. A edição deste ano coincidiu com o Dia dos Povos Indígenas, reforçando o simbolismo da data e o papel do evento como espaço de diálogo entre o povo Munduruku e a sociedade.

A participação de Cabo Maciel ocorreu em um território de grande relevância histórica e cultural. A Terra Indígena Kwatá-Laranjal, localizada na região dos rios Canumã e Mari-Mari, em Borba, é habitada por povos Munduruku e Sateré-Mawé e já foi objeto de ações institucionais voltadas à valorização da língua e dos saberes tradicionais. Em registro da FUNAI, professores, crianças e anciões da região participaram de oficinas de revitalização da língua Munduruku, evidenciando o esforço permanente das comunidades para preservar sua memória e sua identidade cultural.

A edição de 2026 também contou com a presença da cunhã-poranga do Boi Garantido, Isabelle Nogueira, cuja participação ampliou a visibilidade do festival e reforçou o diálogo entre expressões culturais amazônicas e os saberes originários. Segundo a cobertura do evento, a presença da artista somou projeção pública a uma celebração que, além de cultural, tem forte dimensão política e simbólica para os povos indígenas do Médio Madeira.

A agenda do deputado no território também dialoga com uma atuação anterior em comunidades indígenas de Borba. Em julho de 2025, Cabo Maciel realizou visita institucional às comunidades Pajurá e Aru, às margens dos rios Mapiá e Canumã, com foco em saúde, educação e regularização territorial. No mesmo ano, acompanhado de Lindivan Vilaça, articulou junto ao Cetam a ampliação de cursos profissionalizantes e medidas de transporte escolar para comunidades indígenas dos rios Canumã e Mari-Mari. Em 2023, por requerimento de sua autoria, uma ação do Idam alcançou mais de 30 comunidades ribeirinhas e indígenas da região, incluindo as aldeias Laranjal e Kwatá, com orientações sobre produção rural e acesso a políticas públicas.

Para Cabo Maciel, a vivência no território e a participação no festival reforçam a importância de reconhecer, respeitar e valorizar os povos originários do Amazonas, não apenas em datas simbólicas, mas por meio de presença institucional, escuta ativa e apoio a pautas ligadas à educação, à cultura e às condições de vida das comunidades. A passagem pela Aldeia Kwatá e pela Aldeia Laranjal, dentro da programação do FECUM, soma-se a uma linha de atuação voltada à aproximação com o interior e ao fortalecimento das identidades tradicionais do estado.

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