Lei de Adjuto Afonso incentiva inclusão de jovens autistas no mercado de trabalho no Amazonas

Reporter da Cidade
Lei de Adjuto Afonso incentiva inclusão de jovens autistas no mercado de trabalho no Amazonas

A inserção de jovens autistas no mercado de trabalho é um grande desafio em todo o país. No Amazonas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de geografia e Estatística (IBGE) de 2022, o estado registrou 43.983 pessoas no espectro autista, o equivalente a 1,1% da população. Em Manaus, são 27.636 pessoas, correspondendo a 1,3% da população da capital.

Entre os jovens de 15 a 19 anos, o levantamento contabilizou 4.809 pessoas no espectro autista, reforçando a necessidade de políticas públicas que promovam autonomia, independência e inclusão profissional.

Nesse contexto, a Lei nº 8.214/2026, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), deputado Adjuto Afonso (UNIÃO Brasil), institui a Política de Estímulo à Inserção de Jovens Aprendizes Autistas no mercado de trabalho, com o objetivo de ampliar oportunidades e fortalecer a inclusão profissional.

“Para a maioria dos jovens, o primeiro emprego é essencial para iniciar uma carreira e conquistar autonomia financeira. Para jovens autistas, porém, essa inserção no mercado de trabalho ainda é mais desafiadora, apesar de suas habilidades e potencial”, destacou.

Adjuto Afonso ressalta que o ordenamento jurídico brasileiro já dispõe de ampla regulamentação sobre os direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de políticas públicas voltadas à sua inclusão. Nesse sentido, a proposta não impõe às entidades privadas a obrigatoriedade de adoção da política, nem estabelece cotas de contratação, mas busca incentivar a inclusão de jovens aprendizes autistas no mercado de trabalho.

“O programa fortalece as políticas de inclusão, ajuda a quebrar barreiras no mercado de trabalho e assegura que esses jovens tenham um caminho mais sólido para sua inserção profissional, promovendo igualdade de oportunidades e desenvolvimento sustentável”, justificou.

A iniciativa também busca possibilitar que o jovem aprendiz autista concilie os estudos com a experiência profissional, desenvolvendo competências necessárias para sua inserção no mercado de trabalho e para a conquista da independência financeira. Para participar, o jovem deverá estar matriculado em instituição de ensino e integrar programa de aprendizagem reconhecido ou de formação técnico-profissional certificada.

A Lei nº 8.214/2026 está em vigor desde abril deste ano.

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