Comandante Dan cobra aplicação da Lei dos Brigadistas após queimadas crescerem 54% no Amazonas

Reporter da Cidade
Comandante Dan cobra aplicação da Lei dos Brigadistas após queimadas crescerem 54% no Amazonas

O crescimento de aproximadamente 54% nos focos de queimadas no Amazonas levou o deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) a cobrar a implementação efetiva da Lei nº 6.987/2024, conhecida como Lei dos Brigadistas. De sua autoria, a legislação permite ampliar a presença do Corpo de Bombeiros no interior do Estado por meio dos Grupamentos de Combate a Incêndio e Proteção Civil, com a participação de brigadistas voluntários.

Entre 1º de janeiro e 16 de setembro, o Amazonas contabilizou 4.496 focos de queimadas, contra 2.922 no mesmo período de 2025. No dia 17, a fumaça voltou a encobrir Manaus e a concentração de partículas no ar chegou a 129,5 microgramas por metro cúbico, nível classificado como péssimo e perigoso à saúde.

Para Comandante Dan, os números mostram que o problema não PODE ser enfrentado somente com operações emergenciais. Em um Estado marcado por grandes distâncias, extensas áreas de floresta e municípios com pouca estrutura especializada, o tempo de resposta é decisivo para impedir que pequenos focos se transformem em incêndios de grandes proporções.

“Quando a fumaça chega a Manaus, toda a população percebe a gravidade do problema. Mas é no interior que muitos incêndios começam e precisam ser combatidos rapidamente. A Lei dos Brigadistas oferece um caminho para levar capacidade de resposta aos municípios, aproveitando moradores treinados e integrados ao Corpo de Bombeiros”, afirmou o deputado.

A Lei nº 6.987 ampliou de 11 para 22 o número de Grupamentos de Combate a Incêndio e Proteção Civil que podem ser implantados no Amazonas. O modelo possibilita capacitar brigadistas voluntários nos municípios, sob orientação do Corpo de Bombeiros, para atuar na prevenção, no primeiro combate ao fogo e em ações de proteção civil.

Comandante Dan defende que o Governo do Estado apresente um diagnóstico dos 62 municípios, indicando onde estão os 4.496 focos e qual é a estrutura disponível em cada localidade: bombeiros, brigadistas, viaturas, embarcações, equipamentos e bases operacionais.

“Não basta contar os focos depois que o fogo se espalhou. Precisamos saber onde eles estão, quanto tempo o socorro leva para chegar e quais municípios continuam desprotegidos. A lei existe e precisa sair do papel. Combater queimadas exige planejamento permanente e presença territorial”, concluiu.

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