
O avanço das facções criminosas sobre crimes ambientais no Amazonas ganhou NOVO destaque nesta segunda-feira (13/04), após reportagem nacional evidenciar a consolidação dessa prática como uma das principais frentes de financiamento do crime organizado na região. O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) reagiu ao tema, reforçando que já vinha alertando para o fenômeno, que ele denomina de “narcogarimpo” e “narconegócio”, e cobrando uma resposta urgente e coordenada do Estado brasileiro.
Segundo o parlamentar, o problema exige uma mudança de estratégia, com foco nas áreas de fronteira, onde se inicia a cadeia criminosa que conecta o tráfico de drogas a atividades ilegais como garimpo, desmatamento e exploração de recursos naturais.
“O crime organizado deixou de atuar apenas no tráfico tradicional. Hoje ele domina territórios, banca a pirataria dos rios, financia o garimpo ilegal, explora madeira, pesca ilegal e utiliza essas atividades para lavar dinheiro e ampliar seu poder. É o que venho chamando há anos de narcogarimpo e narconegócio. Precisamos Agir na origem, nas nossas fronteiras, ou continuaremos enxugando gelo”, afirmou Comandante Dan.
A reportagem, veiculada em um portal de notícias nacional de grande credibilidade, aponta que facções criminosas estão diversificando suas fontes de receita e encontrando nos crimes ambientais uma nova fronteira estratégica no Amazonas.
Entre os principais pontos destacados estão a expansão do controle territorial por facções em áreas remotas da Amazônia; o uso de estruturas do garimpo ilegal como base logística para o tráfico de drogas; a integração entre crimes ambientais (como extração ilegal de ouro e madeira) e redes de narcotráfico e, por fim; a cooptação de comunidades locais e uso de rotas fluviais e fronteiriças para escoamento da produção ilegal. A dificuldade de fiscalização em regiões isoladas favorece a atuação criminosa.
O cenário evidencia uma mudança no perfil do crime organizado, que passa a atuar de forma mais complexa, articulada e com forte impacto socioambiental.
Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e também da comissão temática da UNIÃO Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), Comandante Dan tem ampliado o debate sobre o tema em nível estadual e nacional.
Entre as principais ações do deputado estão denúncias recorrentes sobre a associação entre tráfico de drogas e crimes ambientais; a introdução e difusão dos conceitos de “narcogarimpo” e “narconegócio” no debate público e; a articulação com ministros da justiça e Segurança Pública para tratar da pauta.
O parlamentar também apresentou o tema a dois Secretários Nacionais de Segurança Pública, além de levar a problemática ao Senado Federal e à Câmara dos Deputados.
Dan defende a adoção de um plano integrado de segurança com foco nas fronteiras amazônicas, com medidas estruturantes voltadas à inteligência, integração entre forças e controle territorial.
“Não se trata mais de crimes isolados. Estamos diante de um modelo de negócio criminoso altamente lucrativo e organizado. Se o Estado não Agir com inteligência, integração e presença territorial, perderemos ainda mais espaço na Amazônia”, alertou.
Seminário vai debater soluções
Como parte dessa agenda, o parlamentar promoverá o IV Seminário de Segurança Pública, nos dias 28 e 29 de maio de 2026, na Assembleia Legislativa do Amazonas. O evento reunirá especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento ao crime organizado, com foco em integração, controle territorial e participação social.
O seminário se propõe a ser um espaço de construção de propostas concretas diante dos novos desafios impostos pelo avanço das facções na região amazônica.