
O café amazonense tem conquistado o paladar e a preferência dos brasileiros e já despertou o interesse do mercado asiático. No Dia Mundial do Café, celebrado nesta terça-feira (14/4), o deputado estadual João Luiz ressaltou a importância do produto para o crescimento da agricultura no estado.
O parlamentar destinou mais de R$ 7,4 milhões ao setor primário, por meio de emendas parlamentares, dos quais mais de R$ 3 milhões foram direcionados à agricultura familiar do Amazonas.
“Tenho um compromisso muito grande com os agricultores do nosso estado. Ajudar essa parcela da sociedade, que leva produtos de qualidade às nossas mesas, é fomentar a produção de alimentos, incluindo o café Robusta Amazônico, que é premiado e está conquistando o Brasil e outros países”, destacou.
A agricultora Gisele Goes afirma que, somente com o apoio de emendas parlamentares, conseguiu desenvolver um grande cultivo de café, garantindo renda para sua família.
“A associação tem dado suporte a nós, agricultores, por meio dos benefícios provenientes das emendas parlamentares do deputado João Luiz. Ele veio para somar ao nosso município e impulsionou nossa agricultura”, disse.
Produzir café no interior do Amazonas tem sido um desafio para o agricultor Elisson de Souza Lemos.
Com o apoio da Associação Solidariedade Amazonas (ASA), beneficiada por emendas do deputado, ele conseguiu investir na cultura cafeeira.
“É muito difícil plantar no interior sem recursos. Graças às emendas parlamentares, conseguimos mudas e aperfeiçoamento técnico. O resultado foi satisfatório, e teremos uma grande colheita este ano. O deputado fez a diferença ao destinar emendas para a ASA e garantir dias melhores para nós, agricultores de Silves”, afirmou.
Café premiado
Em 2024, agricultores de Silves colocaram o café amazônico entre os melhores do Brasil. O Robusta produzido no município foi selecionado entre os dez melhores cafés do país na 7ª edição do Concurso Florada Premiada, promovido pela empresa Três Corações. O evento ocorreu durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte (MG).
O Concurso Florada Premiada foi criado para dar visibilidade às cafeicultoras, promover reconhecimento e incentivar o relacionamento entre produtoras de todo o Brasil. Esta edição recebeu 780 inscrições.
Cresce produção de café no Amazonas
A produção de café no Amazonas apresentou crescimento significativo entre 2021 e 2025, impulsionada pela implementação da variedade híbrida Robustas Amazônicos. Desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), essa variedade começou a ser plantada experimentalmente a partir de 2017 em municípios como Silves, Itacoatiara, Manaus e Humaitá.
Com o uso desse híbrido, a área plantada aumentou de 517,81 hectares em 2021 para 2.312,2 hectares em 2025, enquanto a produção passou de 555 toneladas para mais de 2,8 mil toneladas no mesmo período. Municípios como Apuí, Humaitá e Rio Preto da Eva se destacaram, com Apuí liderando a produção estadual, com 1.011,2 toneladas em 2025.
Lei garante compra do café amazônico
O deputado estadual João Luiz (Republicanos) é autor da Lei nº 8.139, que estabelece prioridade na compra do café Robusta Amazônico por órgãos públicos do Amazonas.
Presidente do Núcleo de Relações Internacionais do Amazonas (Nuriam/Aleam), João Luiz articula com representantes chineses a venda do produto ao mercado externo, incentivando a agricultura familiar e ampliando a renda dos produtores por meio da exportação.
“Os chineses estão interessados em comprar, inicialmente, uma tonelada de café produzido por agricultores do Amazonas. Conforme a demanda, essa quantidade PODE até quadruplicar, já que a China é um dos países com crescente consumo de café brasileiro”, afirmou.
As exportações de café do Brasil para a China cresceram expressivamente, superando 55 mil toneladas em 2024, com picos acima de 79 mil toneladas em 2023. Acordos recentes preveem a ampliação desse volume, com contratos de grandes redes chinesas estimando a compra de até 240 mil toneladas entre 2025 e 2029.
Apesar do avanço, a China ainda representa um mercado menor em comparação aos Estados Unidos, mas já figura entre os destinos com maior potencial de crescimento.