O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) cobrou providências imediatas para investigar os arrombamentos e furtos denunciados pela Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Amazonas em Carauari (IEADAM), município a 788 quilômetros de Manaus. O parlamentar, que esteve recentemente na cidade, encaminhou documentos às autoridades competentes solicitando a apuração dos crimes e medidas de segurança para as congregações atingidas.
Segundo nota assinada pelo pastor-presidente Caio Valença Melo, a congregação do bairro da Memória, na cidade de Carauari, foi arrombada duas vezes somente nesta semana e teve ventiladores furtados. A igreja também relata ocorrências nas congregações de Samuel Amaral e do bairro Severino Serafim. O pastor afirma que os boletins de ocorrência registrados ainda estão sem resposta e que religiosos foram orientados a procurar imagens e investigar os casos por conta própria.
“Nenhum templo religioso, evangélico ou não, deve ser submetido a uma vulnerabilidade como essa. A violência afasta as pessoas de suas práticas religiosas por medo”, disse Comandante Dan. Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas, ele se solidarizou com o pastor e pediu a identificação dos responsáveis, a investigação dos furtos e o reforço do policiamento nos bairros atingidos.
A preocupação não se limita a Carauari. Em setembro, a Igreja do Divino Espírito Santo, em Itacoatiara, teve equipamentos de som furtados. Em Manaus, o Centro Pastoral Nossa Senhora do Rosário, na Cidade Nova, relatou furtos nos dias 19 e 26 de setembro, com a perda de cabos de cobre e equipamentos usados nas atividades da comunidade. Em 2025, a Paróquia São Pedro Apóstolo, em Maués, denunciou ter sido arrombada pela segunda vez naquele ano.
Comandante Dan afirma que as denúncias recebidas pela Comissão de Segurança Pública da Aleam, inclusive as que chegam do interior, contradizem a percepção de segurança transmitida pela divulgação de quedas nos índices de violência pelo governo estadual. Para o deputado, indicadores gerais não dispensam uma resposta a comunidades que registram crimes repetidos e continuam à espera de providências.
Na nota de repúdio, a IEADAM diz que a frequência das invasões aumenta o temor dos moradores também pela segurança de suas casas. A igreja pede investigação, identificação dos autores e ações concretas para interromper os crimes.
Pastor Caio Valença mostra os BOs sem solução.