O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas registrou 1.360 atendimentos de combate a incêndios em agosto de 2026, contra 310 no mesmo mês do ano passado. Foi o segundo maior total mensal da série histórica iniciada em 2015. De janeiro a agosto, foram 2.334 ocorrências, mais que o dobro das 1.063 registradas no mesmo período de 2025, conforme levantamento divulgado e publicado na mídia em geral.
Para o deputado estadual Comandante Dan (Republicanos), os números exigem prevenção permanente, capacidade de resposta nos municípios e acompanhamento dos impactos das mudanças climáticas pela Assembleia Legislativa. O parlamentar é autor do Projeto de Resolução Legislativa nº 26/2025, que propõe criar a Frente Parlamentar da Comissão Mista sobre Ameaças Climáticas. A proposta ainda aguarda parecer da Mesa Diretora.
Duas leis de autoria do deputado integram essa atuação. A Lei nº 7.428, de 23 de abril de 2025, já promulgada, estabelece as Diretrizes de Segurança Hídrica do Amazonas, incluindo a proteção da população contra desastres associados à água. Comandante Dan também solicitou ao governo estadual a regulamentação da lei para que suas diretrizes sejam aplicadas.
Já a Lei nº 6.987, de 11 de julho de 2024, conhecida como Lei dos Brigadistas, estabelece diretrizes de prevenção e combate a incêndios e prevê os Grupamentos Integrados de Combate a Incêndio e Proteção Civil. A medida criou condições para ampliar a presença operacional dos Bombeiros no interior, com a participação de brigadistas. O deputado também cobrou um cronograma de implementação da legislação.
O levantamento de agosto mostra a urgência dessa estrutura, mas os dados divulgados não informam quantos atendimentos ocorreram em Manaus ou nos municípios do interior. Para Comandante Dan, detalhar onde estão as ocorrências é essencial para direcionar brigadas, equipamentos e ações preventivas antes dos períodos de maior risco.
O parlamentar também defende a convocação dos aprovados no último concurso do Corpo de Bombeiros, cuja validade termina em 13 de janeiro de 2027. Na avaliação dele, o efetivo reduzido e a emergência já em andamento justificam acelerar o ingresso dos candidatos, cumpridas as etapas legais. Esperar a realização de outro concurso, a divulgação dos resultados e um NOVO chamamento PODE deixar o Amazonas entrar em mais um ciclo de cheia e vazante sem o reforço necessário para atender a população.