Após criação de núcleo ambiental pelo MPAM, Comandante Dan cobra avanço de projeto climático na Aleam

Reporter da Cidade
Após criação de núcleo ambiental pelo MPAM, Comandante Dan cobra avanço de projeto climático na Aleam

O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) defendeu que a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) avance na criação de uma frente parlamentar para acompanhar os efeitos das mudanças climáticas no estado. A manifestação ocorre após o Ministério Público do Amazonas (MPAM) instalar o Núcleo de Atuação Extraordinária Ambiental, voltado a situações como incêndios florestais, queimadas, fumaça, estiagem e poluição atmosférica.

“Defendi uma comissão multidisciplinar exaustivamente em plenário. Precisamos dar um NOVO sentido ao Legislativo, que ofereça mais serviços e fale mais diretamente aos interesses do povo. A iniciativa do MP é sensacional, e acredito que a Assembleia precisa se unir a ela. Ambos têm o dever de fiscalizar”, afirmou o parlamentar.

A proposta ganhou forma no Projeto de Resolução Legislativa nº 26/2025, apresentado por Dan em abril do ano passado. O texto institui a Frente Parlamentar da Comissão Mista sobre Ameaças Climáticas, com representantes de oito comissões da Aleam, para acompanhar e fiscalizar políticas públicas de prevenção e resposta a enchentes, secas, queimadas e outros eventos extremos.

O projeto ainda não foi aprovado. Segundo o Sistema de Apoio ao Processo Legislativo da Aleam, ele está na Mesa Diretora, aguardando parecer. Um pedido de urgência para sua apreciação foi aprovado em outubro de 2025, mas a medida não resultou, até agora, na aprovação da proposta.

O MPAM já abriu um procedimento para acompanhar a resposta do Governo do Estado à fumaça. No documento, cita o registro de 3.240 focos de queimadas no Amazonas entre 1º e 22 de setembro. Dan defende que a Assembleia examine onde se concentram os focos e compare esses dados com a presença de brigadistas, unidades do Corpo de Bombeiros, população e extensão territorial dos municípios.

“Precisamos saber onde está o fogo, de onde vem a fumaça e que estrutura existe para proteger as pessoas. Fiscalizar é pedir respostas, acompanhar as medidas anunciadas e verificar se elas chegam ao interior”, disse.

O deputado também defende o planejamento antecipado para os períodos de estiagem e o fortalecimento da segurança hídrica no Amazonas. Para ele, a atuação conjunta entre Legislativo e Ministério Público PODE transformar o acompanhamento das crises ambientais em cobrança contínua por prevenção, proteção à saúde e resposta às comunidades atingidas.

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