O avanço do Comando Vermelho sobre rotas do narcotráfico na Amazônia reforça a necessidade de proteger as fronteiras e manter a atuação das forças de segurança nas calhas dos rios, afirma o deputado estadual Comandante Dan (Republicanos). O tema ganhou nova repercussão em matéria publicada nesta segunda-feira (28) em um portal de notícias de abrangência nacional, com base em estudo divulgado em setembro pela Global Initiative Against Transnational Organized Crime.
O levantamento aponta Manaus como polo logístico da facção e descreve a expansão de suas atividades para outros mercados ilícitos, entre eles o garimpo ilegal. Para Dan, enfrentar essa estrutura exige identificar os pontos de entrada no Amazonas, compartilhar informações entre os órgãos de segurança e sustentar operações no interior.
“A fronteira não se protege de Manaus para fora; protege-se da fronteira para dentro”, afirma o deputado. Segundo ele, ações pontuais precisam ser acompanhadas de bases estruturadas, efetivo e cooperação entre as forças estaduais, federais e autoridades dos países vizinhos.
A integração é objeto da Lei nº 7.376/2025, de autoria de Comandante Dan, que estabelece diretrizes para o planejamento e a atuação conjunta das forças de segurança pública do Amazonas. O parlamentar também é autor da Lei nº 8.073/2026, voltada a incentivar o fornecimento de informações da população às autoridades.
Outra proposta do mandato é o Projeto de Lei nº 944/2025, aprovado pela Assembleia Legislativa e encaminhado à sanção. O texto estabelece critérios para dimensionar os efetivos da polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, considerando as características dos municípios amazonenses, inclusive as regiões de fronteira e de difícil acesso.
Para o deputado, a expansão das facções mostra que o combate ao crime organizado depende de presença contínua do Estado ao longo das rotas fluviais. “É preciso chegar antes, permanecer e impedir que essas redes transformem o interior em território livre para seus negócios”, defende.