Comandante Dan defende centro de diagnóstico do câncer em Tefé como projeto-piloto para o interior

Reporter da Cidade
Comandante Dan defende centro de diagnóstico do câncer em Tefé como projeto-piloto para o interior

O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) defende a implantação, em Tefé, de um centro especializado no diagnóstico do câncer. O projeto-piloto pretende aproximar os exames da população do interior, permitindo a descoberta precoce da doença e ampliando as possibilidades de tratamento e cura.

A proposta é defendida pelo médico mastologista e ginecologista Dr. Gerson Antônio dos Santos Mourão, diretor-presidente da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), e recebe o apoio do parlamentar como parte de uma estratégia de interiorização do combate ao câncer.

Localizada a aproximadamente 521 quilômetros de Manaus e considerada uma espécie de centro geográfico do Amazonas, Tefé ocupa posição estratégica para atender pacientes de diferentes municípios e comunidades. A proposta não é transferir para a cidade a estrutura de tratamento oferecida pela FCecon, mas criar condições para investigar e confirmar os casos mais cedo, encaminhando os pacientes com maior rapidez à REDE responsável pelo tratamento.

A urgência da medida é reforçada pelos números mundiais apresentados por Gerson Mourão. O médico alerta para uma crise global de saúde de dimensão comparável à de uma pandemia: o mundo registrou cerca de 20 milhões de novos casos de câncer em 2024, dos quais 10 milhões já morreram em decorrência da doença. As projeções apontam para aproximadamente 30 milhões de novos casos por ano em 2050.

Para Mourão, a combinação entre o crescimento acelerado dos casos e a elevada mortalidade demonstra que os sistemas de saúde precisam Agir antes que a doença chegue aos estágios mais avançados. Nesse cenário, a prevenção e, principalmente, o diagnóstico precoce tornam-se decisivos.

No Amazonas, entretanto, muitos pacientes ainda precisam percorrer centenas de quilômetros, por rios e estradas, para ter acesso a exames especializados em Manaus. A demora PODE representar a diferença entre descobrir uma lesão em fase inicial e encontrar a doença já avançada.

“No Amazonas, a distância também precisa ser tratada como um fator de saúde pública. O morador do interior não PODE ser obrigado a chegar primeiro a Manaus para somente então começar a descobrir se tem câncer. Aproximar o diagnóstico das pessoas é ganhar tempo, acelerar o encaminhamento e aumentar as possibilidades de tratamento e cura”, afirma Comandante Dan.

Se a experiência de Tefé apresentar bons resultados, o modelo poderá ser reproduzido em outros municípios-polo, selecionados a partir de critérios técnicos e epidemiológicos. Entre os fatores a serem considerados estão a incidência dos diferentes tipos de câncer, os índices de mortalidade oncológica por município, a população abrangida, as distâncias até os centros de referência e as características geográficas de cada região.

Segundo o deputado, essa estratégia permitirá construir uma REDE baseada nas necessidades reais de cada área do Estado, com prioridade para regiões que apresentem maior incidência ou mortalidade por determinados tipos de câncer, reduzindo a concentração dos serviços especializados na capital.

A defesa do projeto também está relacionada à atuação de Comandante Dan junto à FCecon. O parlamentar já destinou emenda impositiva para a aquisição de equipamentos e a modernização da estrutura da Fundação, além de direcionar recursos da saúde para unidades do interior e defender políticas que reduzam a desigualdade de acesso provocada pelas grandes distâncias amazônicas.

O centro de Tefé, portanto, não pretende substituir a FCecon, mas fortalecer a REDE que conduz o paciente ao tratamento: diagnosticar mais cedo, encaminhar mais rapidamente e aumentar as possibilidades de cura. Para Comandante Dan, diante de uma doença que já registra cerca de 20 milhões de novos casos no mundo e caminha para alcançar 30 milhões por ano, antecipar o diagnóstico é uma medida fundamental para preparar o sistema público de saúde para uma das maiores ameaças sanitárias das próximas décadas.

Compartilhar este artigo