A investigação aberta pelo Ministério Público Federal (MPF) para apurar a possível presença de grupos armados estrangeiros em comunidades indígenas de São Gabriel da Cachoeira reforça a necessidade de uma resposta integrada e permanente do Estado na fronteira do Amazonas, avalia o deputado estadual Comandante Dan (Republicanos).
As denúncias envolvem comunidades das regiões do Alto Tiquié e Baixo Uaupés, próximas à fronteira com a Colômbia. Relatos encaminhados às autoridades mencionam homens armados, intimidação de moradores e interferências na circulação e nas atividades das comunidades. A identificação dos envolvidos e eventual vinculação a grupos armados colombianos ainda estão sob investigação.
Para Comandante Dan, o episódio amplia um alerta que vem sendo feito desde o início do mandato: a segurança pública do Amazonas começa pelo controle de sua extensa faixa de fronteira internacional.
“A presença do Estado não PODE ser apenas uma operação policial eventual”, afirmou o deputado ao defender recentemente um plano emergencial para as fronteiras amazonenses.
O parlamentar sustenta que a resposta aos relatos de São Gabriel da Cachoeira deve combinar proteção às comunidades, patrulhamento dos rios e áreas de fronteira, inteligência, monitoramento tecnológico e integração entre Forças Armadas, polícia Federal e forças estaduais de segurança.
Segundo Dan, a eventual circulação de grupos estrangeiros armados em território brasileiro ultrapassa a dimensão local e envolve soberania nacional, segurança das populações indígenas e capacidade do Estado de controlar corredores utilizados pelo crime transnacional.
O MPF instaurou inquérito após receber denúncias relacionadas a localidades do Alto Rio Negro e acionou Exército, Marinha, Força Aérea Brasileira e polícia Federal para informar as providências adotadas. Entre os relatos está o de que uma liderança indígena teria sido retida e obrigada a servir como guia para homens armados, fato que também está em apuração.
Integração e presença permanente
A atuação integrada na faixa de fronteira faz parte das propostas defendidas por Comandante Dan desde os primeiros anos do mandato. Em 2024, o parlamentar apresentou requerimento propondo a implantação de um Centro Integrado de Operações de Fronteira (CIOF) no Amazonas, reunindo instituições federais, estaduais, forças militares, órgãos de inteligência e cooperação com países vizinhos.
Mais recentemente, Dan passou a defender um plano emergencial para as fronteiras do Amazonas, com presença permanente das forças de segurança, inteligência integrada, fiscalização dos rios e pistas clandestinas, uso de tecnologia, fortalecimento das unidades policiais do interior e cooperação internacional.
Para o deputado, o caso de São Gabriel da Cachoeira demonstra que esse planejamento deve alcançar todo o arco de fronteira amazonense, e não apenas áreas tradicionalmente associadas às principais rotas do narcotráfico.
“A fronteira do Amazonas precisa deixar de ser tratada como periferia do país e passar a ser compreendida como área estratégica para a segurança nacional”, afirmou Comandante Dan.
Na avaliação do parlamentar, a prioridade imediata é garantir segurança às comunidades afetadas e esclarecer os fatos investigados pelo MPF, transformando a atual mobilização em uma política permanente de presença territorial, inteligência e integração entre as instituições responsáveis pela defesa e pela segurança da Amazônia.