Wilker Barreto denuncia descontrole nos gastos públicos e cobra gestão dos recursos da saúde

Reporter da Cidade
Wilker Barreto denuncia descontrole nos gastos públicos e cobra gestão dos recursos da saúde

O deputado estadual Wilker Barreto (PSD) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira (26/8), para denunciar o que classificou como descontrole dos gastos públicos e falhas na gestão financeira do Governo do Amazonas.

Durante o pronunciamento, o parlamentar afirmou que a má aplicação dos recursos públicos tem reflexos diretos na qualidade dos serviços oferecidos à população, especialmente na saúde.

No discurso, o parlamentar destacou a gestão de hospitais públicos por Organizações Sociais de saúde (OSS) como um dos principais pontos que precisam ser fiscalizados. Segundo dados do portal da transparência apresentados pelo parlamentar, o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), responsável pela administração dos hospitais Delphina Aziz e Platão Araújo, recebeu mais de R$2 bilhões desde 2019.

Apesar do volume de recursos, Wilker questionou a qualidade dos serviços prestados nas unidades e apontou relatos de atrasos no pagamento de médicos e fornecedores, além da redução de equipes.“Será que esses serviços são prestados mesmo? Porque o dinheiro tá saindo. E não é pouco não. Mas estão devendo os médicos, não estão pagando os fornecedores e ainda reduziram a equipe”, ressaltou.

Repasse milionário e condições precárias

O parlamentar também chamou atenção para os recursos destinados à organização social Agir, responsável pela gestão do Instituto da Mulher Dona Lindu e do Hospital e pronto-socorro 28 de Agosto. De acordo com os dados apresentados por Wilker, a instituição recebeu R$92 milhões.

O deputado afirmou ainda que relatórios fotográficos obtidos por sua equipe parlamentar apontam a utilização de cadeiras de rodas como leitos na unidade hospitalar, situação que, segundo ele, evidencia a distância entre os recursos destinados à gestão e as condições encontradas pelos pacientes. “Olha a contradição, R$92 milhões de reais gastos lá dentro do 28 de agosto para esse tipo de qualidade de serviço?”, questionou.

Além disso, Wilker também criticou os atrasos nos pagamentos de profissionais e fornecedores e voltou a cobrar maior controle sobre os contratos firmados pelo Estado. “O dinheiro não dá, porque ninguém tem coragem de fazer gestão. O Estado chegou nessa calamidade e eu alertei em fevereiro deste ano”, reforçou.

Má gestão impacta vida da população

O deputado afirmou que os problemas enfrentados pela saúde e por outras áreas do Estado estão diretamente relacionados à falta de planejamento e controle dos recursos públicos.

Para Wilker, a fiscalização dos contratos e a aplicação responsável do orçamento devem ser prioridades para evitar que a população continue sendo prejudicada pela precariedade dos serviços públicos. “Quando não se tem gestão, quando não se controla o dinheiro, ele acaba e quem paga com isso é o povo”, finalizou.

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