
A intensificação da presença das Forças Armadas na Amazônia Ocidental, por meio da Operação Ágata Amazônia 2026, foi destacada nesta segunda-feira (04/05) pelo deputado estadual Comandante Dan (Republicanos). Coordenada pelo Ministério da Defesa, a ação mobiliza mais de 1.600 militares em uma estratégia integrada de combate ao crime organizado, com foco em ilícitos transfronteiriços e ambientais na região.
Sob o comando do Comando Conjunto Harpia, a operação reúne Marinha, Exército e Aeronáutica em ações simultâneas por vias fluviais, aéreas e terrestres, com emprego de navios, aeronaves e sistemas de monitoramento para bloquear rotas clandestinas utilizadas por facções criminosas. Além das ações repressivas, a iniciativa também realiza Ações Cívico-Sociais (Aciso), levando serviços básicos a comunidades isoladas, inclusive indígenas, reforçando a presença do Estado em áreas historicamente vulneráveis.
Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e também de colegiado equivalente na UNIÃO Nacional de Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), Comandante Dan avaliou a operação como estratégica, mas defendeu que o combate ao crime na Amazônia exige continuidade e presença permanente do poder público. “A Operação Ágata é fundamental para sufocar rotas do narcotráfico e do garimpo ilegal, mas não PODE ser episódica. A Amazônia precisa de ocupação efetiva e integrada do Estado, com inteligência, logística e presença institucional constante nas áreas de fronteira”, afirmou.
O parlamentar tem defendido a implementação de um modelo de segurança territorializado no Amazonas, com atuação específica nas calhas de rios e na faixa de fronteira, onde há maior incidência de facções criminosas transnacionais. Entre as propostas apresentadas, estão a ampliação de bases fluviais permanentes, o fortalecimento do policiamento ostensivo em municípios estratégicos e a integração plena das forças estaduais ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), com participação ativa dos municípios.
“Não enfrentaremos o narcogarimpo e o narconegócio apenas com operações pontuais. É preciso estruturar uma política pública contínua, com presença do Estado no interior, investimento em inteligência e cooperação entre UNIÃO, Estado e municípios. A fronteira amazônica não PODE continuar sendo porta aberta para o crime organizado”, reforçou.
Comandante Dan também tem alertado para a necessidade de infraestrutura e logística adequadas como pilares da segurança pública, destacando que o isolamento de regiões do interior facilita a atuação de organizações criminosas. Segundo ele, políticas integradas que envolvam segurança, mobilidade e desenvolvimento regional são essenciais para reverter o avanço dessas estruturas ilícitas.
A Operação Ágata Amazônia 2026 integra uma estratégia nacional de defesa e segurança que atua em diferentes regiões do país, com divisão em frentes operacionais no Norte, Amazônia e Sul. Na Amazônia Ocidental, a prioridade é o enfrentamento ao tráfico de drogas, armas, contrabando e crimes ambientais, além da proteção das fronteiras e da soberania nacional.