Mayra Dias cobra solução para falta de merenda e melhorias no transporte escolar no Amazonas

Reporter da Cidade
Mayra Dias cobra solução para falta de merenda e melhorias no transporte escolar no Amazonas

A falta de gás de cozinha, problemas no fornecimento da merenda e dificuldades no transporte escolar foram cobradas pela deputada estadual Mayra Dias (PSD), nesta terça-feira (8/9), durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Mayra relatou denúncias em escolas de Manicoré, Presidente Figueiredo, Manaus e Humaitá. Entre os problemas estão falta de gás para o preparo das refeições e, no CETI de Humaitá, relatos de alteração no horário de entrada dos alunos por falta de café da manhã.

“Se existem contratos milionários para garantir a alimentação dos nossos estudantes, por que ainda temos escola sem gás e aluno sem a alimentação que deveria estar garantida?”, questionou. A deputada citou o contrato nº 126/2020, da SEDUC, no valor de R$ 25,8 milhões, que recebeu aditivo de R$ 35,9 milhões em 2025.

A parlamentar lembrou que já havia cobrado providências em fevereiro deste ano. “Sete meses depois, estamos novamente falando do mesmo problema. Até quando? A gente precisa de resolutividade, porque os alunos não podem continuar enfrentando a falta de merenda nas escolas”, afirmou.

Mayra também denunciou problemas no transporte de estudantes das comunidades de Buiuçu, Santo Antônio e Nossa Senhora Aparecida do Panauaru, que estudam na escola Estadual do Caburi, em Parintins. Segundo os relatos, o ônibus utilizado pelos alunos é precário, fica atolado durante o trajeto e, em algumas situações, estudantes e professores precisam ajudar a retirá-lo.

Diante da situação, a deputada protocolou os Requerimentos nº 3.822/2026 e nº 3.819/2026, cobrando vistoria do ônibus, avaliação das condições do veículo, revisão das rotas e dos pontos de embarque e, se necessário, a substituição do transporte. Ela também solicitou informações sobre climatização, abastecimento de gás e regularidade da alimentação escolar, além de questionar contratos de transporte que chegam a R$ 55,3 milhões, com aditivo de R$ 68,4 milhões em abril deste ano.

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