Escola do Legislativo da Aleam promove segundo dia de palestras do Setembro Amarelo

Reporter da Cidade
Escola do Legislativo da Aleam promove segundo dia de palestras do Setembro Amarelo

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), por meio da escola do Legislativo Senador José Lindoso, realizou o segundo dia do ciclo de palestras da Campanha Setembro Amarelo. A programação, promovida dentro do programa Educando pela Cultura, abordou a segurança cibernética e os desafios enfrentados por crianças, adolescentes e jovens no ambiente digital.

Com o tema “Informação, escuta e diálogo”, a iniciativa trata de questões histórico-sociais relacionadas ao adoecimento mental e à prevenção do suicídio. Entre os assuntos discutidos estão cyberbullying, exposição de dados pessoais, desafios virtuais, uso das redes sociais e os impactos do excesso de tempo diante das telas.

A coordenadora do Núcleo de educação e Pesquisa em direitos humanos, pedagoga Jacy Braga, destacou a importância de orientar crianças e jovens sobre o uso seguro da internet.

“É importante diminuir o tempo de tela, escolher melhor o que assistir e conhecer os tipos de aplicativos para evitar que sejam vítimas de situações de risco. A incidência de suicídio acomete pessoas entre 16 e 28 anos, e elas precisam ser orientadas”, alertou.

Índices entre adolescentes

Primeiro palestrante desta quinta-feira, o doutorando do Instituto Brasileiro de ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília, Fabrício dos Anjos, destacou o papel da educação na prevenção do suicídio e no enfrentamento da violência nos ambientes virtuais.

“Palestras desse tipo têm o viés de orientar e evitar que pessoas cometam algum mal contra si. Parabenizo a escola do Legislativo por essa iniciativa, por tratar de um assunto tão sensível como a questão do suicídio”, afirmou.

Para Fabrício, a discussão também precisa estar presente no ambiente escolar.

“Precisamos fortalecer os ciclos de educação para combater a violência nos ambientes virtuais. No contexto escolar, Podemos tratar isso de forma respeitosa e educativa. Esse tema deveria, sim, fazer parte da base curricular das escolas brasileiras”, sinalizou.

Segunda palestrante do dia, a professora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), doutora Lidiany Cavalcante, ressaltou a necessidade de sensibilizar os jovens para a prevenção.

“É importante porque estamos falando de uma epidemia silenciosa. Estamos em um país em que muitas pessoas tentam suicídio, sobretudo na população mais jovem. Precisamos sensibilizar essa juventude, porque ela também PODE atuar como agente multiplicadora e levar essa discussão a outros jovens”, afirmou.

Importância do diálogo

A coronel-aluna Lara Marialva, de 18 anos, estudante da 3ª série do ensino médio do CMPM VIII, falou sobre os impactos da inteligência artificial e a importância de manter vínculos presenciais.

“Apesar de a IA ter benefícios, também tem muitos malefícios. Existe a questão de você não estar aberto a conversar com as pessoas. A IA não vê os teus olhos; quem vê é o teu amigo. Por isso, é muito importante ter essa conversa e essa conexão com pessoas de verdade. A IA é um algoritmo e vai falar o que você quer ouvir, então é importante ficar atento”, afirmou.

O estudante Isaac Cauã Bruce, de 17 anos, também da 3ª série do ensino médio da mesma escola, ressaltou a necessidade de conscientizar adolescentes e jovens sobre a valorização da vida e o uso responsável das redes sociais.

“A tecnologia está avançada e as redes sociais são nossa ferramenta do dia a dia. É importante conscientizar sobre brincadeiras de mau gosto, fake news e ataques entre jovens. É preciso dar limites”, destacou.

Redes sociais e saúde mental

A psicóloga da Coordenadoria Distrital 4 da Secretaria de Estado de educação e Desporto Escolar (SEDUC), Janira Moraes, convidada do evento, ressaltou que a exposição nas redes sociais PODE afetar a autoestima e a percepção que os jovens têm de si mesmos.

“É de suma importância dialogar sobre o acesso à internet e às redes sociais, porque isso mexe com a autoimagem. Se alguém diz que eu sou feio, que minha imagem é ruim ou que o que postei na internet não é bom, essas falas podem ser introjetadas e se tornar um gatilho para a ideação suicida”, afirmou.

Segundo Janira, o tema precisa ser debatido diante da presença cada vez maior da tecnologia no cotidiano. “A sociedade hoje é informatizada, a internet faz parte das nossas vidas”, acrescentou.

O professor da escola Estadual Coronel Pedro Câmara (CMPM VIII), Leudo Abreu, também convidado, destacou a importância de professores e estudantes estarem atentos aos sinais de quem precisa de ajuda.

“O Setembro Amarelo é tão importante quanto qualquer outro dia para entender, no olhar do aluno, quem está precisando dessa ajuda, para que o colega ao lado também perceba e cada professor consiga identificar”, ressaltou.

Terceiro dia do evento

O terceiro dia do ciclo de palestras será realizado nesta sexta-feira (11/9), a partir das 9h, com participação aberta ao público interno e externo da Aleam. A programação será encerrada pela psicóloga e mestre Luziane Vitoriano da Costa.

A diretora da escola do Legislativo, Marilene Andrade, destacou que a proposta do ciclo é ampliar o alcance das informações compartilhadas durante as palestras, levando o debate para além do ambiente escolar e institucional.

“A escola do Legislativo tem o cuidado não apenas de informar, mas de fazer com que o estudante possa chegar à escola e compartilhar o que aprendeu com os colegas e com a família. É uma semente que está sendo plantada para repercutir na sociedade”, ressaltou.

Marilene reforçou que servidores da Aleam e demais interessados podem participar da programação.

“É importante ter esse conhecimento, olhar para o lado e perceber que, muitas vezes, um colega PODE estar precisando de um olhar mais Cuidadoso, inclusive dentro do ambiente de trabalho”, destacou.

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