Durante Audiência Pública, Wilker Barreto aponta falhas na saúde e cobra respostas sobre gestão e estrutura no Amazonas

Reporter da Cidade

O deputado estadual Wilker Barreto (PSD) participou, na segunda-feira (27/4), da Audiência Pública que apresentou os relatórios quadrimestrais do 2º e 3º quadrimestres de 2025, voltado à prestação de contas e avaliação da saúde no Amazonas.

Durante a reunião, o parlamentar, que integra a Comissão de saúde e Previdência Social da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), fez questionamentos à secretária de saúde sobre a gestão orçamentária e criticou a ausência de novos investimentos estruturais nos últimos anos. Segundo ele, o crescimento populacional não foi acompanhado pela ampliação da REDE pública de saúde.

Falta de maternidades e estruturas precárias

 O deputado destacou a estagnação na expansão da infraestrutura hospitalar no estado. “Nós temos um crescimento demográfico da população, mas a capacidade de investimento para o aumento da REDE não está acontecendo. Nós temos um payback de 8 anos de gestão que se finda agora, que se foi com a saída do ex-governador. E nós não tivemos aumento de construção, aumento de maternidades, aumento de unidades hospitalares” , pontuou.

Wilker também relembrou fiscalização realizada na maternidade Balbina Mestrinho, onde constatou irregularidades. “A maternidade Balbina Mestrinho, uma maternidade importante, poltronas são numeradas como leitos. Eu visitei, fiscalizei e acho que não é justo uma mãe no momento mais importante da sua vida ter uma poltrona como leito”, frisou.

O parlamentar ainda criticou a discrepância entre os dados apresentados e a realidade das unidades de saúde. “Essa situação do aumento da infraestrutura pela situação que se encontra hoje, porque se nós sairmos daqui agora, vamos encontrar gente no corredor de várias unidades”.

Upa Tabatinga e atrasos salariais

 Durante o debate, Wilker voltou a alertar sobre a situação da UPA de Tabatinga, destacando a ausência de reforma e os atrasos salariais de profissionais, incluindo trabalhadores de serviços gerais.

“Não tem como eu começar um exercício de 12 meses, e na economia 12 meses é curtíssimo prazo, e não enxergar quanto é que vai custar uma UPA Tabatinga, quanto vai custar sua reforma, que capacidade de investimento que poderia estar aumentada aquela questão estrutural, porque o projeto aumenta a questão estrutural. Mas como é que eu não posso enxergar um funcionário de serviços gerais, uma limpeza, que dentro do hospital é tão importante quanto um médico?”, questionou.

Cobrança por fiscalização e transparência

 O deputado também questionou a atuação de uma organização social responsável pela gestão de unidades hospitalares no estado, citando atrasos em pagamentos de médicos e fornecedores, além de cobrar maior rigor na fiscalização dos contratos. “Uma OS que pegou duas operações da polícia Federal, perdeu qualquer condição moral de estar à frente de uma unidade hospitalar como o 28 de agosto”, afirmou.

“Me causa medo uma OS que numa pandemia, onde tava todo mundo pensando em sobreviver, meteu a mão no dinheiro do povo de Goiás. O que ele PODE fazer aqui com o nosso povo?”, questionou.

Além disso, o parlamentar também relatou ter recebido diversas denúncias de atrasos no pagamento de fornecedores e médicos terceirizados, que estariam sem receber desde janeiro, mesmo com a empresa tendo recebido os repasses de março.

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