Deputado Rozenha defende avanço da BR-319 e rebate atuação de ONGs

Reporter da Cidade
Deputado Rozenha defende avanço da BR-319 e rebate atuação de ONGs

Nesta terça-feira (08/09), o deputado estadual Rozenha (PSD) defendeu a continuidade das obras de recuperação da BR-319, durante sessão plenária na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Ele classificou como irreversível o avanço da rodovia que liga Manaus a Porto Velho (RO).

Rozenha lembrou que, um dia antes do discurso, os senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) realizaram vistoria pela rodovia para acompanhar as frentes de obras. A expedição percorreu o trecho entre Manaus e Humaitá durante o feriado de 7 de Setembro, com fiscalização de seis frentes de serviço, incluindo trabalhos de terraplenagem, pavimentação e sinalização.

O parlamentar destacou a construção da ponte sobre o rio Igapó-Açu, no km 268 da BR-319, em Borba. A obra está orçada em cerca de R$ 44 milhões pelo Departamento Nacional de infraestrutura de Transportes (DNIT) e vai substituir a última travessia por balsa ainda em operação ao longo da rodovia, um dos principais gargalos do chamado “trecho do meio”. Segundo Rozenha, a estrutura vai trazer a redenção logística para a região, devido à complexidade da engenharia envolvida.

“Hoje nós vivemos um momento diferente, com as duas pontes de pé, e quem fala aqui é um dos deputados que mais criticou, de forma frontal, o abandono em que a 319 se encontrava”.

Embate com ONGs

Rozenha também comentou a flexibilização da legislação ambiental que abriu caminho para a retomada das obras. A mudança foi aprovada pelo Congresso Nacional na nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que dispensa licenciamento pleno para obras de manutenção e melhoria em rodovias preexistentes. O dispositivo passou a amparar diretamente a pavimentação da BR-319. A medida é alvo de críticas de organizações como o Observatório do Clima e o Instituto Socioambiental (ISA), que apontam risco a terras indígenas e quilombolas ainda não regularizadas e cobram a realização de Estudo de Impacto Ambiental completo. “As ONGs têm todo o direito de espernear. Nós sabemos onde estão as sedes dessas ONGs, sabemos quais países financiam essas ONGs com recursos baratos, sabemos quem está por trás delas. Não tem nada a ver com a preservação do meio ambiente e do bioma amazônico, não tem nada a ver com a proteção dos povos originários que ali vivem na região da BR-319. Tem a ver com o atravanco, tem a ver com o retrocesso”, disse.

O parlamentar ainda comparou a mobilização de organizações ambientalistas contra a BR-319 com a ausência de reação semelhante em obras de infraestrutura em outras regiões amazônicas: “Regiões com muito mais complexidade, como o sul do Pará, o Maranhão e até o Acre, não têm esse ataque todo por parte das ONGs. O que querem é manter a quinta capital desse país no isolamento profundo, em que o custo de vida de Manaus e do Amazonas chega à estratosfera.”

Convocação à bancada

Rozenha defendeu a articulação política em torno da pauta, propondo reunir forças de outros estados da Amazônia Ocidental beneficiados pela rodovia. Segundo ele, essa aliança reuniria 12 senadores e cerca de 24 deputados federais no Congresso Nacional. “Não dá para a gente se calar. Foi a grita desse povo, foi a grita desses parlamentares que fez com que não tivesse outra saída a não ser a repavimentação da 319, que vai trazer, sem a menor dúvida, um NOVO momento para a economia e para a vida dos amazonenses”, concluiu.

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