CFM denuncia “calote” do Governo do Amazonas e cobra pagamento imediato de médicos

Redação

A crise provocada pelos atrasos nos pagamentos dos médicos que trabalham na REDE pública do Amazonas ganhou repercussão nacional. Membros do Conselho Federal de Medicina fizeram duras críticas ao Governo do Estado em vídeo publicado nesta quarta-feira, 29, e classificaram como inadmissível a situação de profissionais que continuam atendendo pacientes mesmo acumulando meses de pagamentos pendentes.

“Não tem pagamento desde o ano passado. Governador, você não paga ninguém e quer botar a culpa no médico? Pague os médicos do Amazonas”, cobrou o conselheiro federal pelo estado do Mato Grosso, Diogo leite.

A manifestação ocorre em meio a sucessivas denúncias de médicos que continuam trabalhando mesmo sem receber salários. O caos é generalizado atingindo a prestação de serviços nos SPAs, hospitais e pronto-socorros.

O conselheiro federal pelo estado de São Paulo, Francisco Cardoso, declarou apoio aos médicos que decidirem organizar paralisações em razão da falta de pagamentos, desde que sejam respeitadas as normas éticas e mantida a assistência indispensável aos pacientes.

“Médicos do Amazonas, se vocês quiserem fazer movimento paredista por causa do calote, é direito de vocês. E terão o nosso apoio. Faremos o necessário para dar segurança jurídica”, afirmou.

Dívidas de oito meses

O atual governador do Amazonas, Roberto Cidade, chegou a afirmar, no início de junho, que sua gestão havia destinado mais de R$ 100 milhões ao pagamento de médicos. A categoria, porém, contestou a declaração e relatou que ainda existiam dívidas que ultrapassavam oito meses.

Para o conselheiro federal pelo estado do Rio de Janeiro, Raphael Câmara, a situação virou um calote institucionalizado. “Estamos de olho para resolver esse calote institucionalizado.Virou prática tomar calote e continuar trabalhando. Isso não vai continuar acontecendo. Vamos Agir pesado aí”, defendeu Raphael Câmara.

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