O presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Adjuto Afonso (UNIÃO Brasil), defendeu, na tribuna da Casa, nesta quarta-feira (20/5), o posicionamento da Associação Comercial do Amazonas (ACA) diante dos ataques da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) à Zona Franca de Manaus.
Segundo o parlamentar, a ação movida pela federação na justiça contra dispositivos da regulamentação da reforma tributária, que preservam as vantagens competitivas da Zona Franca de Manaus, representa uma ameaça à economia regional e à geração de empregos no Amazonas.
“A Zona Franca de Manaus garante o sustento de milhares de trabalhadores e atua dentro da constitucionalidade. Estamos prontos para unir forças com as entidades representativas e coloco esta Casa à disposição para contribuir no que for necessário. Precisamos ficar atentos ao que São Paulo está tentando articular contra a nossa indústria”, afirmou.
A ACA informou que entrou na ação movida pela Fiesp contra os mecanismos que garantem a competitividade da Zona Franca de Manaus. A manifestação foi apresentada por meio do escritório jurídico da entidade, em defesa do modelo econômico amazonense.
“Quero registrar minha manifestação de Solidariedade ao presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Bruno Pinheiro. Reitero que estamos à disposição para somar esforços na defesa e na proteção da ZFM, que é fundamental para a economia e para o sustento em nosso Estado”, disse Adjuto Afonso.
Ataque à Zona Franca de Manaus
A Fiesp pediu a suspensão de um trecho da lei que assegura incentivos fiscais às empresas instaladas na Zona Franca de Manaus, argumentando que a medida PODE ampliar a vantagem competitiva do modelo, especialmente no setor de informática, e estimular a transferência de indústrias para o Amazonas, causando impactos econômicos em outros estados.
O Polo Industrial de Manaus é responsável pela geração de milhares de empregos diretos e indiretos, além de impulsionar a economia nacional e contribuir para a preservação da floresta amazônica, ao fortalecer um modelo de desenvolvimento sustentável para a região.