Violência no Amazonas cai, mas avanço do crime organizado acende alerta, diz Comandante Dan

Reporter da Cidade

O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) alertou, nesta terça-feira (14/04), para o avanço do crime organizado no Amazonas, mesmo diante da recente queda nos índices de mortes violentas no estado. A avaliação foi feita com base no estudo Cartografias da violência na Amazônia 2025, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que traça um panorama detalhado da segurança pública na região.

Segundo o parlamentar, o levantamento funciona como uma “radiografia” da realidade amazonense e evidencia a necessidade de ações urgentes por parte dos governos estadual e federal.

“O Amazonas apresentou queda nas mortes violentas, mas ainda mantém índices acima da média nacional e segue inserido em uma dinâmica de expansão do crime organizado. Isso acende um sinal de alerta para uma tomada de posição imediata”, afirmou.

De acordo com o estudo, o estado registrou 1.173 mortes violentas intencionais em 2024, com taxa de 27,4 por 100 mil habitantes — uma redução de 17,4% em relação ao ano anterior. Apesar da queda, o índice permanece acima da média nacional, que é de 20,8 por 100 mil habitantes, mantendo o Amazonas em um patamar elevado de violência letal.

O relatório também aponta que a criminalidade tem avançado para o interior, atingindo municípios de médio porte e regiões isoladas com intensidade semelhante ou até superior à das grandes cidades. Cidades como Coari, Iranduba e Tabatinga figuram entre as mais violentas da Amazônia em seus respectivos portes populacionais, evidenciando a interiorização da violência.

Outro ponto destacado é o papel das facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), que disputam rotas estratégicas do narcotráfico internacional e ampliam o controle territorial na região. Para o deputado, a redução recente nos índices de violência não PODE ser interpretada como resultado de políticas públicas estruturadas.

“Na avaliação dos especialistas, essa queda se deu pela consolidação da hegemonia de facções, especialmente do Comando Vermelho, e pela expansão da chamada governança criminal — e não por políticas públicas efetivas”, ressaltou.

O estudo ainda evidencia a crescente ligação entre o crime organizado e delitos ambientais, como garimpo ilegal, desmatamento e grilagem. Essa conexão tem intensificado conflitos e ampliado os riscos para comunidades tradicionais e indígenas, sobretudo em áreas de fronteira como o Alto Solimões.

Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Comandante Dan tem defendido a necessidade de um plano integrado de combate ao crime, com foco no controle de fronteiras internacionais e divisas interestaduais. policial militar da reserva, ex-comandante-geral da PM do Amazonas e ex-integrante da Força Nacional, o parlamentar afirma que o enfrentamento às facções exige atuação coordenada e estratégica.

“Sem um plano integrado, continuaremos correndo atrás de bandido e enxugando gelo. Precisamos de proatividade no combate às facções transnacionais”, disse.

O deputado também chamou atenção para o avanço dos crimes cibernéticos, que, segundo ele, estão diretamente relacionados à atuação das organizações criminosas.

“Não há ninguém falando disso, mas o crescimento dos crimes cibernéticos tem ligação com facções, roubo de celulares e golpes digitais. Recuperar o aparelho não resolve, porque os dados da vítima já foram vazados”, destacou.

O parlamentar tem levado ao debate público temas como o fortalecimento da segurança nas fronteiras, o combate ao narcotráfico e a integração entre políticas de segurança e proteção ambiental. Para ele, o cenário apontado pelo estudo reforça a urgência de medidas estruturantes para conter o avanço da violência no Amazonas.

violência no Amazonas cai, mas avanço do crime organizado acende alerta, diz Comandante Dan.

O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) alertou, nesta terça-feira (14/04), para o avanço do crime organizado no Amazonas, mesmo diante da recente queda nos índices de mortes violentas no estado. A avaliação foi feita com base no estudo Cartografias da violência na Amazônia 2025, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que traça um panorama detalhado da segurança pública na região.

Segundo o parlamentar, o levantamento funciona como uma “radiografia” da realidade amazonense e evidencia a necessidade de ações urgentes por parte dos governos estadual e federal.

“O Amazonas apresentou queda nas mortes violentas, mas ainda mantém índices acima da média nacional e segue inserido em uma dinâmica de expansão do crime organizado. Isso acende um sinal de alerta para uma tomada de posição imediata”, afirmou.

De acordo com o estudo, o estado registrou 1.173 mortes violentas intencionais em 2024, com taxa de 27,4 por 100 mil habitantes — uma redução de 17,4% em relação ao ano anterior. Apesar da queda, o índice permanece acima da média nacional, que é de 20,8 por 100 mil habitantes, mantendo o Amazonas em um patamar elevado de violência letal.

O relatório também aponta que a criminalidade tem avançado para o interior, atingindo municípios de médio porte e regiões isoladas com intensidade semelhante ou até superior à das grandes cidades. Cidades como Coari, Iranduba e Tabatinga figuram entre as mais violentas da Amazônia em seus respectivos portes populacionais, evidenciando a interiorização da violência.

Outro ponto destacado é o papel das facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), que disputam rotas estratégicas do narcotráfico internacional e ampliam o controle territorial na região. Para o deputado, a redução recente nos índices de violência não PODE ser interpretada como resultado de políticas públicas estruturadas.

“Na avaliação dos especialistas, essa queda se deu pela consolidação da hegemonia de facções, especialmente do Comando Vermelho, e pela expansão da chamada governança criminal — e não por políticas públicas efetivas”, ressaltou.

O estudo ainda evidencia a crescente ligação entre o crime organizado e delitos ambientais, como garimpo ilegal, desmatamento e grilagem. Essa conexão tem intensificado conflitos e ampliado os riscos para comunidades tradicionais e indígenas, sobretudo em áreas de fronteira como o Alto Solimões.

Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Comandante Dan tem defendido a necessidade de um plano integrado de combate ao crime, com foco no controle de fronteiras internacionais e divisas interestaduais. policial militar da reserva, ex-comandante-geral da PM do Amazonas e ex-integrante da Força Nacional, o parlamentar afirma que o enfrentamento às facções exige atuação coordenada e estratégica.

“Sem um plano integrado, continuaremos correndo atrás de bandido e enxugando gelo. Precisamos de proatividade no combate às facções transnacionais”, disse.

O deputado também chamou atenção para o avanço dos crimes cibernéticos, que, segundo ele, estão diretamente relacionados à atuação das organizações criminosas.

“Não há ninguém falando disso, mas o crescimento dos crimes cibernéticos tem ligação com facções, roubo de celulares e golpes digitais. Recuperar o aparelho não resolve, porque os dados da vítima já foram vazados”, destacou.

O parlamentar tem levado ao debate público temas como o fortalecimento da segurança nas fronteiras, o combate ao narcotráfico e a integração entre políticas de segurança e proteção ambiental. Para ele, o cenário apontado pelo estudo reforça a urgência de medidas estruturantes para conter o avanço da violência no Amazonas.

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