
Durante a sessão plenária desta semana na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), parlamentares voltaram a discutir os desafios estruturais enfrentados pelo Polo Industrial de Manaus (PIM), com destaque para a falta de áreas disponíveis para a instalação de novas fábricas, problema apontado como uma ameaça direta à continuidade do modelo econômico da Zona Franca de Manaus.
O deputado Wilker Barreto (PSD) alertou que o crescimento industrial do estado encontra atualmente um “gargalo” relacionado à escassez de terrenos destinados à expansão produtiva.
Segundo o parlamentar, a situação exige ação imediata do poder público para evitar a perda de investimentos e empregos.
De acordo com Barreto, existem atualmente 195 empresas interessadas em se instalar no Amazonas, mas a ausência de áreas adequadas compromete a concretização desses projetos. Ele destacou que o Polo Industrial, considerado o principal motor econômico do estado, enfrenta limitações territoriais agravadas pela especulação imobiliária e pela ocupação irregular de áreas próximas às zonas industriais.
“O nosso modelo econômico tem mais de quatro décadas e continua sendo o carro-chefe da economia amazonense. No entanto, estamos diante de um problema sério: faltam terras para expansão das fábricas. Se não enfrentarmos isso agora, corremos o risco de perder investimentos”, afirmou.
Durante aparte, o deputado Sinésio Campos (PT) contextualizou historicamente o modelo da Zona Franca de Manaus, lembrando que sua criação previa três eixos estruturantes: o desenvolvimento de uma indústria naval, um polo agropecuário e o atual segmento eletroeletrônico do Polo Industrial.
Segundo Campos, apenas o setor industrial recebeu atenção consistente ao longo das décadas, enquanto o distrito agropecuário planejado não foi plenamente desenvolvido.
“O planejamento original previa equilíbrio entre diferentes setores econômicos. Porém, os polos naval e agropecuário não avançaram como deveriam, e hoje discutimos a ocupação de áreas que antes eram consideradas devolutas”, explicou.
violência
A denúncia de ameaças graves contra uma mulher foi levada à tribuna pela deputada Alessandra Campelo (PSD).
A parlamentar exibiu um vídeo atribuído ao ex-policial militar aposentado Divonei Peraza de Souza, no qual ele profere ameaças explícitas de morte contra a ex-companheira, que já possui medida protetiva judicial.
Segundo Campelo, as imagens demonstram uma situação iminente de risco e exigem resposta urgente das forças de segurança. No vídeo apresentado, o homem afirma não temer as consequências legais e faz ameaças diretas, mencionando inclusive a intenção de decapitar a vítima caso o relacionamento fosse encerrado.
“Isso não é apenas um vídeo, é uma ameaça real. É uma mulher correndo perigo neste exato momento. Ele afirma claramente que não tem medo de medida protetiva e faz ameaças extremamente violentas”, declarou a deputada em plenário.
Durante aparte, a deputada Joana Darc (UNIÃO Brasil) reforçou a gravidade do caso e destacou que ameaças públicas e o descumprimento de medidas protetivas não podem ser naturalizados. Para a parlamentar, o fato de o suspeito não demonstrar receio de ser filmado evidencia a necessidade de uma resposta firme das autoridades.
“O feminicídio não PODE ser esperado acontecer para que haja reação. Estamos diante de um homem que ameaça, descumpre medidas judiciais e age com violência contra uma mulher. É preciso dar uma resposta exemplar dentro da lei”, afirmou.