Sinésio Campos defende soberania energética durante painel do Amazonas Óleo, Gás e Energia 2026

Reporter da Cidade

Ao dividir o debate com o secretário estadual de Energia, Roney Peixoto, o parlamentar destacou que o país ainda depende fortemente da importação desses insumos essenciais para a produção agrícola, e que essa vulnerabilidade se agravou com crises internacionais recentes.

Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, o que expõe o setor produtivo a oscilações globais, como as provocadas pela Guerra na Ucrânia, que impactou diretamente o fornecimento e os preços no mercado internacional.

“Como é que nós vamos falar em soberania nacional e segurança alimentar se não somos autônomos nesses insumos? Esse não é um debate ideológico, é uma questão de política de Estado”, afirmou.

Sinésio ressaltou que o Amazonas possui grande potencial na produção de insumos estratégicos, especialmente com o potássio na região de Autazes, podendo assumir papel relevante na cadeia produtiva nacional sem necessidade de expandir áreas agrícolas sensíveis. A área com potencial se estende entre municípios como Borba e Nhamundá, com estrutura já existente para esse tipo de produção.

“Não precisamos plantar soja aqui. Podemos contribuir com a base que sustenta a produção de alimentos no Centro-Oeste, Sul e Sudeste”, destacou.

O deputado também chamou atenção para o efeito em cadeia dessa dependência externa. A produção de grãos como milho e soja, base da ração animal, depende diretamente desses insumos, impactando toda a cadeia de proteína e o abastecimento alimentar.

Ele relembrou que, com o início de conflitos internacionais, houve aumento expressivo no preço desses produtos, refletindo no custo dos alimentos e pressionando produtores rurais em todo o país. Para Sinésio Campos, a transição energética precisa estar alinhada à soberania nacional e ao desenvolvimento econômico, com responsabilidade ambiental e geração de oportunidades.

“A nova matriz econômica do Amazonas já está colocada. O caminho é desenvolver com responsabilidade, gerar emprego, renda e garantir segurança jurídica para quem quer investir”, concluiu.

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