Saneamento é prioridade no Amazonas com atuação firme de Sinésio Campos durante sessão especial pelos 52 anos da ABES

Reporter da Cidade

Nesta segunda-feira (23/3), o deputado estadual Sinésio Campos (PT) homenageou a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, Seção Amazonas (ABES-AM), em Sessão Especial pelos 52 anos da entidade. A homenagem ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), destacando o papel estratégico da instituição na defesa do saneamento básico e no desenvolvimento sustentável da região. Autor da propositura, Sinésio reforçou a urgência de tratar o saneamento como prioridade estrutural no estado.

Durante seu discurso, o parlamentar enfatizou a necessidade de responsabilidade ambiental e criticou o uso político de temas sensíveis.
“Nossos igarapés não são lugares para se fazer proselitismos políticos. É o momento de tratar nossos mananciais com mais seriedade. Fui autor, inclusive, de uma emenda constitucional porque, na Constituição do Estado do Amazonas, sequer existia o termo saneamento básico. Incluímos essa obrigatoriedade para que todos os espaços e edificações levem em consideração, antes de tudo, o saneamento”, afirmou.

A sessão também evidenciou a importância da ABES como referência técnica e institucional na formulação de políticas públicas. A diretora da ABES-AM, Josilene Monteiro, destacou a força da entidade por meio de seus.
“A potência da ABES está nos seus associados e colaboradores. É uma atuação que vai além do ambiente técnico, com profissionais comprometidos com a responsabilidade ambiental e adaptados à realidade amazônica, possibilitando avanços na política pública da região”, disse.

Já o coordenador executivo da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Marcellus Campêlo, reforçou o impacto direto do saneamento na vida da população.
“É uma instituição que, por mais de cinco décadas, ajudou a moldar o pensamento técnico, fortalecer a gestão pública e salvar vidas por meio do saneamento. Porque saneamento não é apenas obra, não é apenas engenharia, é dignidade, é futuro. A ABES não apenas acompanha o desenvolvimento, mas ajuda a direcioná-lo com responsabilidade e visão de longo prazo”, destacou.

A relevância do tema é reforçada por dados nacionais e regionais. No Brasil, mais de 100 milhões de pessoas ainda não têm acesso à coleta de esgoto, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre saneamento. Na região Norte, menos de 15% do esgoto é tratado, e no Amazonas apenas cerca de 20% da população conta com esse serviço, realidade ainda mais crítica no interior.

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