
O deputado estadual Sinésio Campos (PT) afirmou, nesta quarta-feira (8/4), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que a falta de planejamento da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) fez com que Manaus chegasse ao limite de áreas disponíveis para expansão industrial. Segundo ele, regiões que deveriam ter recebido novas fábricas ao longo dos últimos anos acabaram sendo ocupadas por famílias que buscavam moradia e por pequenos produtores rurais, sem que houvesse uma política pública para organizar essas duas demandas.
Segundo Sinésio, bairros como Coliseu, Nova Canaã e Brasileirinho surgiram em áreas que ficaram anos sem destinação definida. Hoje, mais de 1,6 mil famílias vivem nos bairros Coliseu 1, 2 e 3 e Nova Canaã, já com asfalto, energia e comunidades consolidadas. O parlamentar afirmou que essas famílias não podem ser responsabilizadas pela falta de planejamento e defendeu que recebam os títulos definitivos de suas terras.
Sinésio disse ainda que levou o tema ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião com o senador Omar Aziz e o, até então, prefeito David Almeida, para garantir a regularização fundiária dos bairros. Ao mesmo tempo, alertou que cerca de 200 empresas aguardam área para se instalar no Polo Industrial de Manaus, o que exige novas áreas planejadas para a indústria.
Na avaliação de Sinésio, a solução passa por duas frentes, como garantir moradia regular para quem já ocupa as áreas e criar uma nova etapa de expansão da Zona Franca fora do atual Distrito Industrial. O parlamentar defendeu que a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, a Suframa e os governos estadual e federal debatam novos espaços industriais em regiões como o Distrito Agropecuário, a BR-174, Tabatinga e o polo naval do Amazonas, com foco em biocosméticos, medicamentos, produção de alimentos, gás e mineração.