A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) estará representada na Conferência Internacional de economia da Propriedade Intelectual e da Inovação pelo deputado Sinésio Campos (PT), que participará da programação oficial do evento nos dias 10 e 11 de novembro, no Rio de Janeiro (RJ).
Vice-presidente do Parlamento Amazônico, o parlamentar ministrará, no dia 10 de novembro, às 13h30, a palestra “Protegendo o Patrimônio Genético Amazônico: o papel da Propriedade Intelectual na Governança Regional da Biodiversidade”.
“A riqueza da Amazônia não PODE sair da nossa terra sem deixar desenvolvimento para o nosso povo. Precisamos proteger nosso patrimônio genético, valorizar o conhecimento dos povos indígenas e transformar a biodiversidade em ciência, tecnologia, emprego e renda”, afirma Sinésio Campos.
Biodiversidade e economia verde
A apresentação integrará o painel dedicado à biodiversidade e à agregação de valor por meio da propriedade intelectual no contexto da economia verde. Entre os assuntos abordados estarão o papel das startups de tecnologia limpa no desenvolvimento sustentável e o uso de instrumentos de proteção intelectual para atrair investimentos.
O deputado também discutirá a relação entre patentes e financiamento da transição ecológica, destacando como a proteção dos direitos de propriedade intelectual PODE contribuir para a captação de recursos e o desenvolvimento de modelos industriais sustentáveis.
Outro eixo da palestra será a valorização econômica da floresta Amazônica. Nesse contexto, as patentes serão apresentadas como instrumentos para proteger e agregar valor a produtos desenvolvidos a partir da biodiversidade regional, respeitando as normas aplicáveis ao acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado.
Patentes e valorização dos produtos amazônicos
A proteção da propriedade intelectual, por meio de patentes e indicações geográficas, PODE contribuir para o desenvolvimento sustentável da Região Amazônica. Esses mecanismos ajudam a proteger inovações, diferenciar produtos e ampliar oportunidades de mercado.
Entre os exemplos estão fitoterápicos, cosméticos, biocombustíveis e novos materiais desenvolvidos a partir de recursos naturais. Quando associada à pesquisa científica, à valorização dos conhecimentos tradicionais e ao cumprimento da legislação, a proteção intelectual PODE contribuir para combater a biopirataria, atrair investimentos e fortalecer a bioeconomia regional.
Sobre o evento
A Conferência Internacional de economia da Propriedade Intelectual e da Inovação é organizada em parceria pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).
O encontro reunirá especialistas internacionais, gestores públicos, acadêmicos e representantes do setor produtivo para discutir o papel da propriedade intelectual na promoção da inovação, no financiamento sustentável e no crescimento econômico.
A iniciativa também busca fortalecer os ecossistemas de inovação e ampliar as conexões entre ativos intangíveis, como patentes, marcas e indicações geográficas, e novas oportunidades de mercado.