Servidores mais antigos relembram etapas e vivências do planejamento urbano da Prefeitura

Reporter da Cidade

Depois de décadas de trabalho dedicadas ao planejamento urbano de Manaus, servidores da Prefeitura de Manaus, do Instituto Municipal de planejamento urbano (Implurb), se preparam para viver um momento simbólico em sua trajetória profissional: a mudança para uma nova sede, localizada no número 759, do Parque Mosaico, na alameda Desembargador João Machado, zona Oeste, que será inaugurada em breve.

Para quem acompanhou diferentes fases da estrutura do órgão e viu a cidade crescer junto com o planejamento urbano municipal, o NOVO espaço representa mais do que uma mudança física — é também a renovação de uma história construída ao longo de gerações de técnicos, arquitetos, urbanistas e servidores.

“Na época da antiga Urbam (Empresa Municipal de Urbanização), o planejamento urbano era feito muito olhando a cidade de perto. A gente conhecia cada rua, cada bairro, e isso ajudou a criar uma base sólida para o crescimento urbano que Manaus viveria depois”, relembra Edilson Cordovil Vilaça, da Gerência de patrimônio histórico (GPH), servidor com mais de 30 anos de atuação no serviço público.

Nas décadas de 1970 e 1980, as atividades ligadas ao ordenamento urbano eram conduzidas pela Urbam, extinta em 2003, que funcionava na rua Frei José dos Inocentes, no centro histórico. Inserido no núcleo original da cidade, o imóvel simbolizava um período em que o planejamento era realizado de forma essencialmente manual, com plantas em papel, mapas físicos e intenso trabalho de campo. A proximidade com o território era uma das marcas da atuação técnica para uma Manaus de pouco mais de 315 mil habitantes, bem longe dos mais de 2 milhões do último Censo, sendo a sétima capital mais populosa do Brasil.

Ainda no Centro, a Urbam funcionou no Edifício Garagem Jorge Teixeira, conhecido como “Garajão”, na rua Floriano Peixoto. Construído no final da década de 1980, o prédio tornou-se símbolo de uma fase intensa de produção técnica, em meio a desafios impostos pelo crescimento populacional, pela expansão da malha urbana e pela necessidade de maior controle do uso do solo.

“O Garajão foi uma verdadeira escola. Era um período de muito trabalho, poucos recursos, mas com uma equipe extremamente comprometida. Muitos dos estudos e diretrizes que ainda hoje orientam o planejamento urbano começaram ali”, destaca Maria do Carmo, servidora que atuou tanto na Urbam quanto no período do Garajão, somando 40 anos de serviços públicos.

Somando quatro décadas de dedicação ao trabalho, Radja Pereira Mar lembra que entrou na Prefeitura ainda como estagiária, em 1986. “Comecei na antiga Booth Line, no Centro, em um espaço pequeno e com poucos setores. Depois fomos para o Garajão, onde houve uma grande transformação, tanto na estrutura quanto na forma de trabalhar. Mais tarde, seguimos para a Compensa, vivendo diferentes gestões e muitos desafios. Cada mudança representou aprendizado e crescimento. Saímos de condições precárias e hoje vivemos um momento de progresso real, com a conquista de uma nova sede, algo inédito para nós”, relatou.

A servidora Maria das Dores Bezerra de Abreu, conhecida entre os colegas como Dorinha, guarda memórias das antigas sedes e do tamanho da cidade. “Cada mudança de sede trazia novos desafios. São 40 anos de serviço público e todas as etapas fortalecem a equipe. Aprendemos a fazer muito com pouco e a trabalhar de forma integrada em décadas passadas. E toda a experiência acumulada é o que levo para vida”, comentou Dorinha.

Instituto

A criação do Instituto Municipal de planejamento urbano (Implurb), em 2022, deu a Manaus uma autarquia com uma estrutura administrativa própria, corpo técnico especializado e atribuições claramente definidas, fortalecendo a capacidade do município de planejar, normatizar e fiscalizar o uso do solo urbano.

Para os servidores que atravessaram diferentes fases e endereços, a criação do Implurb representou não uma ruptura, mas a continuidade e o amadurecimento de um trabalho iniciado décadas antes. “A gente saiu da Urbam, passou para o Implurb e viu o instituto nascer e se fortalecer. É gratificante saber que fizemos parte de toda essa construção do planejamento urbano de Manaus”, afirma Luiz Albuquerque, servidor veterano, que acompanhou as transformações institucionais ao longo dos anos.

Ao longo de sua história, o Implurb ocupou diferentes sedes, cada uma refletindo o momento institucional vivido pelo órgão e as necessidades urbanísticas da capital amazonense. As mudanças acompanharam a ampliação das atribuições, o avanço tecnológico, a modernização dos processos e a necessidade de oferecer melhores condições de trabalho aos servidores e de atendimento à população.

Agora, mais um capítulo se soma a essa trajetória. Em março, o Implurb passará a funcionar no Parque Mosaico, marcando uma nova fase na história do planejamento urbano municipal. A mudança simboliza não apenas a ocupação de um NOVO espaço físico, mas o fortalecimento de uma visão integrada, moderna e estratégica do planejamento urbano, alinhada aos desafios contemporâneos de Manaus.

A transição para o Parque Mosaico reafirma que o planejamento urbano é um processo contínuo, construído ao longo do tempo por diferentes gerações de servidores, em diferentes “casas”, mas sempre com o mesmo propósito: garantir o desenvolvimento ordenado da cidade, a melhoria da qualidade de vida da população e o respeito à função social do espaço urbano, projetando o futuro sem perder de vista o passado.

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Texto – Divulgação / Implurb

Fotos – João Viana / Semcom e Maxwell Oliveira / Implurb

Disponíveis em – https://www.flickr.com/photos/prefeiturademanaus/albums/72177720331696005/

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