Seis dos dez municípios brasileiros que registraram mais focos de calor entre os dias 1º e 7 de setembro estão no Amazonas. O dado, baseado no monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), reforça o alerta do deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) para a necessidade de ampliar a estrutura permanente de prevenção e combate às queimadas no interior do estado.
NOVO Aripuanã, Manacapuru, Apuí, Autazes, Lábrea e Caapiranga aparecem entre os dez municípios com mais registros no país durante o período. As outras quatro cidades do ranking estão no Pará: Jacareacanga, Itaituba, Altamira e Trairão.
Somente na primeira semana de setembro, o Amazonas contabilizou 1.167 focos de calor, liderando o ranking nacional entre os estados e superando o Pará, com 856 registros, e a Bahia, com 419. Para Comandante Dan, os números demonstram que o problema está dentro do território amazonense e exige planejamento, presença operacional e capacidade de resposta rápida.
“Não Podemos tratar esse cenário como um problema distante nem atribuir toda a fumaça que chega às nossas cidades a outros estados. Seis dos dez municípios brasileiros com mais focos de calor estão no Amazonas. O fogo está acontecendo aqui e precisa ser enfrentado com estrutura, prevenção, fiscalização e responsabilização de quem provoca queimadas criminosas”, afirmou.
O parlamentar é autor da Lei Estadual nº 6.987, de 11 de julho de 2024, conhecida como Lei dos Brigadistas. A legislação instituiu os Grupamentos Integrados de Combate a Incêndio e Proteção Civil (GCIPs), destinados principalmente aos municípios que não possuem unidades permanentes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas.
Os grupamentos integram a atuação do Corpo de Bombeiros, das prefeituras e dos brigadistas locais, permitindo o emprego de equipes capacitadas na prevenção e na resposta inicial a incêndios urbanos e florestais, desastres naturais e outras situações de emergência. A lei também prevê a participação organizada de voluntários das próprias comunidades, sob coordenação dos grupamentos.
A implantação desse modelo contribuiu para dobrar a presença do Corpo de Bombeiros no interior, passando de 11 para 22 municípios. Comandante Dan defende que a expansão prossiga, priorizando as áreas mais atingidas pelas queimadas e os municípios onde as distâncias dificultam a chegada de equipes enviadas de outras localidades.
“Em um estado com as dimensões do Amazonas, esperar que toda resposta saia de Manaus significa perder um tempo precioso. A Lei dos Brigadistas foi criada justamente para aproximar a capacidade de resposta das comunidades. Agora precisamos garantir efetivo, treinamento, equipamentos, viaturas e condições permanentes de funcionamento para esses grupamentos”, declarou.
O deputado também cobra o fortalecimento da fiscalização ambiental e da investigação das queimadas criminosas. Segundo ele, combater o fogo exige uma ação integrada entre Corpo de Bombeiros, órgãos ambientais, forças de segurança, Defesa Civil, prefeituras e comunidades locais.
“Apagar o incêndio é indispensável, mas não basta. É necessário identificar como o fogo começou, responsabilizar os criminosos e impedir que a prática se repita. Queimadas destroem a floresta, ameaçam comunidades, prejudicam a saúde da população e comprometem a qualidade do ar. O Amazonas precisa Agir antes que os focos se transformem em grandes incêndios”, concluiu Comandante Dan.