Rozenha cobra reconstrução de pontes e pavimentação de ramal que liga Manicoré à BR-319

Reporter da Cidade

Durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quinta-feira (05/02), o deputado estadual Rozenha (Democrata) fez um apelo pela reconstrução imediata das três pontes de madeira e pela pavimentação do ramal que liga a comunidade Democracia, em Manicoré, à BR-319.

O parlamentar alertou que, sem essa intervenção, o município corre o risco de permanecer isolado, mesmo com o avanço do processo de repavimentação da rodovia federal.

O discurso ocorre um dia após a promulgação da flexibilização das normas ambientais para rodovias pré-existentes, medida considerada decisiva para destravar a recuperação da BR-319, eixo estratégico de integração do Amazonas ao restante do país.

Para Rozenha, o momento é histórico, mas exige ação concreta do poder público.

“Está claro que só não haverá uma repavimentação correta da BR-319 se faltar vontade política”, afirmou.

Segundo ele, o Amazonas tem a chance de contar com “uma rodovia ambientalmente correta, talvez a mais preparada do planeta”, desde que haja compromisso efetivo do governo federal, especialmente do Ministério dos Transportes.

Ao contextualizar a situação de Manicoré, o deputado destacou a gravidade do problema enfrentado pelas comunidades da região do rio Madeira.

O ramal que conecta a comunidade Democracia à BR-319 possui cerca de 100 quilômetros e três pontes em estado crítico: no km 8, sobre o rio Matupiri, com 100 metros de extensão; no km 34, sobre o rio Amapá; e no km 78, sobre o rio Jatuarana. Nenhuma delas permite tráfego seguro.

“Essas três pontes são hoje o que impede Manicoré de usufruir da BR-319. A cidade vai assistir de longe o progresso chegar, os recursos chegarem, a logística ser entregue, mas não vai poder acessar”, denunciou.

Rozenha lembrou que Manicoré abriga uma das maiores zonas produtivas do Amazonas, na região do Matupi, com forte presença da agricultura de subsistência, da produção de castanha e da pesca.

Segundo ele, a precariedade da infraestrutura logística inviabiliza o escoamento da produção e encarece o custo de vida da população.

“Estamos falando de agricultores que estão ali há décadas e não conseguem transportar o que produzem. Estamos falando de peixe, de castanha, de renda. Estamos falando de um doente que poderia sair de Manicoré de manhã e estar em Manaus às quatro da tarde”, ressaltou.

O parlamentar também criticou o impasse institucional envolvendo o Departamento Nacional de infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Governo do Estado, em que um atribui ao outro a responsabilidade pela obra. Para ele, essa indefinição não PODE continuar penalizando a população.

“Queremos saber de quem é a responsabilidade. E de quem for, que cumpra. Nem que seja por meio de parceria entre prefeitura, DNIT e Governo do Estado. O que não PODE é o povo de Manicoré continuar no isolamento”, cobrou.

Rozenha ainda destacou que a navegação pelo rio Madeira foi comprometida pelo assoreamento causado pelo garimpo, tornando o ramal terrestre ainda mais essencial para a sobrevivência econômica e social da região.

“Sem a BR-319 e sem esse ramal, não há liberdade para o amazonense. Ser amazonense já é um desafio enorme. Não existe amazonense fraco, porque esse povo é forjado no sofrimento”, concluiu.

O deputado finalizou reforçando que o enfrentamento das dificuldades logísticas é condição básica para garantir desenvolvimento, redução de preços, geração de renda e dignidade às populações do interior do Amazonas.

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