Pronunciamento na Aleam do deputado Wilker Barreto aborda suspensão de plano de saúde de servidores da Seduc

Reporter da Cidade
Pronunciamento na Aleam do deputado Wilker Barreto aborda suspensão de plano de saúde de servidores da Seduc

O deputado estadual Wilker Barreto (PSD) abordou, nesta quarta-feira (5), na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a suspensão dos atendimentos do plano de saúde Hapvida destinado aos professores e servidores administrativos da Secretaria de Estado de educação e Desporto Escolar (SEDUC-AM).

“Mais uma vez, os serviços estão suspensos por falta de pagamento. Estamos falando de uma pasta para a qual é obrigatório o investimento de 25% do ICMS. Esse recurso precisa ser aportado na educação. Se o dinheiro está entrando, para onde está indo? Situações como essa colocam em risco a vida dos profissionais da educação”, destacou o parlamentar.

A suspensão atinge mais de 40 mil beneficiários, entre professores, servidores administrativos e seus dependentes.

Dívida supera R$ 50 milhões

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em educação do Estado do Amazonas (Sinteam), a suspensão dos atendimentos ocorre em razão de uma dívida de R$ 52,7 milhões da SEDUC com a Hapvida. O sindicato afirma que existem faturas em aberto desde 2022 e que, em 2026, apenas a competência de fevereiro foi quitada. Esta é, segundo a entidade, a quinta suspensão do plano de saúde desde 2019.

“Estamos falando de pessoas em tratamento contínuo, de mulheres grávidas, de trabalhadores que dependem desse atendimento para garantir sua saúde e dignidade”, afirmou a presidente do Sinteam, Ana Cristina.

Ainda conforme o sindicato, a dívida é composta por uma fatura vencida em março de 2022, no valor de R$ 263,5 mil, além de sete parcelas referentes ao período de dezembro de 2025 a julho de 2026, que variam entre R$ 7,4 milhões e R$ 7,5 milhões, totalizando R$ 52,7 milhões em débitos junto à operadora.

Medidas

Membro titular da Comissão de educação da Aleam, Wilker anunciou que apresentará representação ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) e ao Ministério Público de Contas (MPC-AM), solicitando a apuração da inadimplência e a responsabilização dos gestores, caso sejam constatadas irregularidades.

“Quero que a SEDUC possa emitir uma nota. A gente já sabe, e nem precisa ser mágico para perceber, que eles não vão conseguir pagar um semestre todo, mas que, pelo menos, comecem a pagar. O que não PODE é o servidor ficar descoberto de plano de saúde”, destacou Wilker Barreto.

Além disso, o parlamentar informou que encaminhará expediente à Secretaria de educação solicitando esclarecimentos sobre o débito, a origem da dívida e as providências que serão adotadas para regularizar os pagamentos e restabelecer os atendimentos.

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