Projeto proíbe normas técnicas que descaracterizem produtos com Indicação Geográfica

Redação
Por Redação
Projeto proíbe normas técnicas que descaracterizem produtos com Indicação Geográfica
Homenagem ao lançamento da Agenda Legislativa do Agro CNA 2026. Dep. Pezenti (MDB-SC)
Deputado Pezenti, autor do projeto de lei – Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei 2894/26 proíbe a criação ou aplicação de regulamentos técnicos que imponham exigências incompatíveis com as características tradicionais que fundamentaram o reconhecimento de Indicações Geográficas (IGs) no Brasil. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados e altera a Lei de Propriedade Industrial (Lei 9.279/96).

As indicações geográficas são registros oficiais que identificam produtos ou serviços cuja reputação, qualidade ou características estão relacionadas à sua origem geográfica.

Pelo projeto, órgãos reguladores e de fiscalização não poderão exigir mudanças em receitas ou processos produtivos tradicionais que descaracterizem a identidade de um produto reconhecido como Indicação Geográfica.

A medida busca evitar conflitos entre regras técnicas e métodos tradicionais de produção. Um dos casos citados na proposta é a tentativa de alteração das regras para a produção da tradicional Linguiça Blumenau, em Santa Catarina. O projeto também busca proteger outros produtos brasileiros reconhecidos por sua origem, como o Queijo Canastra, os vinhos do Vale dos Vinhedos e o café do Cerrado Mineiro.

O autor, deputado Pezenti (MDB-SC), afirma que a mudança contribui para preservar o patrimônio cultural e econômico das regiões produtoras. “As indicações geográficas são um instrumento de valorização das tradições, da cultura e do trabalho desenvolvido ao longo de gerações. Não faz sentido descaracterizar tudo isso por exigências incompatíveis exatamente com as características da região”, argumentou o deputado.

Próximas etapas

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Indústria, Comércio e Serviços; e de Constituição e justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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