Projeto de Roberto Cidade busca garantir diagnóstico e tratamento contínuo a pacientes com doenças raras no Amazonas

Reporter da Cidade

Em tramitação na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Projeto de Lei  de autoria do presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (UB), institui o Cadastro Estadual de Pacientes com Doenças Raras no Amazonas. A proposta (PL nº 659/2025), se aprovada e sancionada pelo Executivo, pretende garantir maior efetividade às políticas públicas voltadas ao diagnóstico, tratamento, acompanhamento e inclusão social de pessoas acometidas por doenças raras no Estado.

Roberto Cidade defende que o Amazonas esteja preparado para identificar, mapear e acompanhar esses pacientes, que muitas vezes enfrentam desafios logísticos e estruturais para acessar o tratamento adequado.

“Precisamos facilitar o acesso dessas famílias a políticas públicas eficientes, garantindo atendimento humanizado, diagnóstico precoce e tratamento contínuo. O projeto prevê que o cadastro seja mantido de forma permanente, com dados atualizados, respeitando a dignidade da pessoa humana e a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem dos pacientes, conforme estabelece a Constituição Federal”, declarou Cidade.

A iniciativa também prevê a integração de políticas públicas voltadas às pessoas com doenças raras; o apoio à formulação de programas de diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação; a garantia de acesso contínuo a medicamentos e terapias específicas; a capacitação de profissionais da saúde; e o estímulo a parcerias com instituições públicas e privadas, nacionais e internacionais.

A coordenação e regulamentação do cadastro deverão ficar sob responsabilidade do Poder Executivo Estadual, em articulação com os municípios, universidades e hospitais de referência.

Dados

Até maio de 2025, a Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ) acompanhava o tratamento de 92 pacientes diagnosticados com doenças raras e 25 pacientes com mucopolissacaridoses — grupo de doenças raras causadas por deficiências no metabolismo, que resultam na ausência de enzimas responsáveis por degradar determinadas substâncias no organismo.

A Organização Mundial da saúde (OMS) estima que existam entre 6 mil e 8 mil doenças raras no mundo, afetando cerca de 65 a cada 100 mil pessoas. No Brasil, aproximadamente 13 milhões de pessoas vivem com alguma dessas condições.

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