Prefeitura alerta para atualização vacinal

Reporter da Cidade

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de saúde (Semsa), reforça a importância da atualização vacinal para usuários e famílias que planejam viajar na temporada de férias, diante do risco maior de exposição a doenças, como sarampo e febre amarela, durante deslocamentos nacionais e internacionais. A atualização é necessária também para a emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), exigido em alguns países para entrada de viajantes.

A gerente de Imunização da Semsa, Isabel Hernandes, salienta a importância da vacinação contra sarampo, coqueluche, difteria, tétano acidental, poliomielite e febre amarela, por conta do aumento de casos e ocorrência de surtos em diversas regiões do mundo. O serviço básico de saúde, ela pontua, oferta imunizantes que protegem contra essas e outras doenças, dentro do Calendário Nacional de Vacinação.

“Quem está contemplado no calendário, ou deixou de receber qualquer dose na idade certa, deve se vacinar ao menos 15 dias antes da viagem ou, no caso da febre amarela, 10 dias. Esses períodos são necessários para o organismo produzir anticorpos suficientes para proteção”, explica.

A gerente de Imunização orienta as pessoas que estejam com situação vacinal incompleta, com viagens programadas ou recém-chegados de férias, para que se dirijam a uma das mais de 170 salas de vacina da Semsa para receber as doses faltantes. A lista de locais, com endereços e horários de atendimento, está disponível por meio do link https://bit.ly/SalasVacina. 

“Nessa REDE há unidades de horário ampliado da Semsa, que atendem até as 20h, de segunda a sexta-feira, e das 8h às 11h, aos sábados. A USF Carmen Nicolau, na zona Norte, e a USF Leonor de Freitas, na Oeste, abrem das 8h às 18h, todos os dias, inclusive aos domingos e feriados”, destaca a gestora.

Isabel assinala o risco de exposição a doenças principalmente durante viagens internacionais. Ela cita como exemplo o caso do sarampo, que teve surtos em países como Canadá, Estados Unidos, México, Paraguai e Argentina. “Isso aumenta o risco de reintrodução da doença no Brasil. Em 2025, até a primeira quinzena de dezembro, foram confirmados 38 casos no país, 35 deles importados ou relacionados à importação”.

Certificado

Para os viajantes que tenham no roteiro para países que exigem o CIVP, inclusive em escalas ou conexões, Isabel Hernandes informa que o documento deve ser emitido por meio do Meu SUS Digital, aplicativo oficial do Ministério da saúde para acesso aos serviços digitais do Sistema Único de saúde (SUS), ou pelo gov.br, portal de serviços do governo federal.

“Se o certificado não estiver disponível nessas plataformas, o usuário deve comparecer em uma unidade básica, levando o comprovante ou cartão de vacina, para atualização dos dados no sistema do Ministério da saúde. Depois disso, o CIVP poderá ser emitido normalmente”, explica a gerente de Imunização.

Conforme Isabel, o certificado internacional comprova a imunização da pessoa contra a febre amarela, e sua validade inicia após 10 dias da data da vacinação, estendendo-se pela vida toda. “É importante que o documento seja solicitado com antecedência em relação à data da viagem, pois o prazo para emissão é de até cinco dias úteis”.

Proteção

A vacinação, conforme a gerente, protege tanto quem viaja quanto quem reside no município, no retorno do viajante. “Quem já está em trânsito deve buscar uma sala de vacina imediatamente ao retornar ao Brasil. E, caso apresente sintomas de alguma das doenças já citadas, durante o trajeto, deve informar a tripulação e buscar atendimento de saúde no destino, e também no retorno ao país”, recomenda.

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Texto – Jony Clay Borges / SemsaFotos –  Divulgação / Semsa

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