A mostra marca o retorno do artista à capital amazonense e reúne uma coleção impactante de fotografias em preto e branco que retratam a alma da Amazônia a partir de uma estética sensível, profunda e humanista. Por meio de um domínio técnico refinado da luz e da sombra, Menassa transforma cenas do cotidiano em poesia visual, transitando entre as texturas da floresta, os traços urbanos e, principalmente, a força humana do povo nortista.
Identidade cultural
O eixo central da exposição é o povo da região. Em cada imagem, Jacques Menassa constrói um retrato respeitoso da identidade local, revelando a resistência, a alegria e a dignidade de quem carrega a Amazônia no olhar e na história. O trabalho propõe não apenas um registro visual, mas uma reflexão sobre pertencimento, memória e identidade cultural.
De acordo com o texto curatorial, “Jacques não apenas registra momentos; ele imortaliza a identidade de um povo, traduzindo em contrastes o que há de mais autêntico no nosso cenário regional”.
Para o diretor-presidente da Manauscult, Jender Lobato, a exposição representa um marco simbólico para o início do calendário cultural da cidade.
“Abrir 2026 com uma exposição desse porte, assinada por um artista internacional que dialoga diretamente com a identidade amazônica, é reafirmar o compromisso da Prefeitura de Manaus com a valorização da cultura, da memória e do nosso povo. O museu da Cidade se consolida cada vez mais como um espaço vivo de encontro entre arte, história e Cidadania”, destacou.
A exposição se destaca pela forte estética em preto e branco, na qual o uso preciso da luz e da sombra revela a essência da terra e de sua gente, pelo olhar profundamente humanista que valoriza a dignidade e o cotidiano do povo do Norte, e por marcar oficialmente a abertura da programação cultural do museu da Cidade de Manaus para o ano de 2026.
SERVIÇO:
O quê – Exposição “Les Gens du Nord”, de Jacques Menassa
Quando – Segunda-feira, 5/1
Horário de visitação – 9h às 17h
Local – museu da Cidade de Manaus, no paço da Liberdade, na rua Gabriel Salgado, centro histórico.
Entrada – Gratuita
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Texto – Jéssica Trajano/Manauscult
Foto – Divulgação