Autor da Lei nº 8.139, que estabelece a prioridade na compra do café “Robusta Amazônico” por órgãos públicos, o deputado estadual João Luiz (Republicanos) já articula a expansão do produto para o mercado internacional, buscando parcerias com outros países para fortalecer a comercialização do café produzido por agricultores do Amazonas. Sancionada em 18 de março de 2026, a legislação representa um avanço na valorização da produção regional e no fortalecimento da economia rural. A medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) e sancionada pelo governador Wilson Lima, consolidando o incentivo ao café Robusta Amazônico no estado.
Presidente do Núcleo de Relações Internacionais do Amazonas, da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Nuriam/Aleam), João Luiz articula com representantes chineses a venda do café Robusta Amazônico ao mercado exterior, incentivando a agricultura familiar e ampliando a renda dos produtores por meio da exportação.
“Os chineses estão interessados em comprar, inicialmente, uma tonelada de café produzido por agricultores do Amazonas. Conforme a demanda, essa quantidade PODE até quadruplicar, já que a China é um dos países com crescente consumo de café brasileiro”, pontua o parlamentar.
As exportações de café do Brasil para a China cresceram expressivamente, superando 55 mil toneladas em 2024, com picos superiores a 79 mil toneladas em 2023. Acordos recentes visam ampliar esse volume, com contratos de grandes redes chinesas prevendo a compra de até 240 mil toneladas entre 2025 e 2029.
Apesar do avanço, a China ainda representa um mercado menor em comparação aos Estados Unidos, mas já figura entre os destinos com maior potencial de crescimento.
Por meio de emendas parlamentares, João Luiz já destinou mais de R$ 8 milhões ao setor primário.
Ministério da agricultura
Com base em dados recentes (2024–2025) do Ministério da agricultura e pecuária (Mapa) e de órgãos setoriais como o Cecafé, a relação comercial de café entre Brasil e China tem apresentado forte expansão.
Em agosto de 2025, a China habilitou 183 novas empresas brasileiras para exportação de café. A medida, válida por cinco anos, ampliou significativamente o número de estabelecimentos aptos, concentrados principalmente em Minas Gerais e São Paulo.
Reflexos econômicos
Com a nova lei, recursos que antes saíam do estado passam a circular internamente, injetando milhões de reais na economia rural. Além disso, a medida cria um mercado institucional estável para os produtores, oferecendo maior previsibilidade e segurança para novos investimentos.
A lei também fortalece a agricultura familiar, base da cadeia produtiva do café no Amazonas, e consolida investimentos públicos iniciados em 2019 por meio da Secretaria de produção rural do Amazonas (SEPROR). O apoio inclui assistência técnica, logística e acompanhamento institucional aos agricultores.
Suporte técnico e inovação
A atuação do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) na oferta de assistência técnica é outro destaque da lei. Com apoio da Embrapa Amazônia Ocidental, técnicos capacitados difundem inovação e tecnologia entre os produtores, permitindo a expansão e a adaptação do cultivo do Robusta Amazônico.
Municípios como Apuí, Humaitá, Manicoré, NOVO Aripuanã, Rio Preto da Eva, Silves e Presidente Figueiredo já se destacam na produção. Nessas regiões, a produtividade do café robusta supera em mais de 200% a de variedades tradicionais, consolidando novas fronteiras agrícolas no sul do estado.