Festival #SouManaus Passo a Paço 2026 termina em Manaus com mostra audiovisual e mais de 150 atrações reunindo trabalhadores da cultura

Reporter da Cidade
Festival #SouManaus Passo a Paço 2026 termina em Manaus com mostra audiovisual e mais de 150 atrações reunindo trabalhadores da cultura

Festival #SouManaus Passo a Paço 2026 encerrou com mostra audiovisual no Centro de Arqueologia de Manaus.

O festival “#SouManaus Passo a Paço 2026” terminou neste domingo, 13/9, no Centro de Arqueologia de Manaus (CAM), no Centro, com a sessão do Cine “#SouManaus”. Promovido pela Prefeitura de Manaus por meio da , o evento teve duração de 10 dias, somou mais de 150 atrações e envolveu mais de 8 mil trabalhadores da cultura.

Encerramento e público

A programação de encerramento aconteceu no CAM e abriu espaço para realizadores amazonenses apresentarem suas produções. Segundo Márcio Braz, diretor-presidente da Manauscult, o balanço do festival foi positivo e a organização já antecipa a próxima edição.

“É o maior festival da história, já tem o maior público da história. Estamos aqui fazendo esse encerramento de um modo muito especial. Tem muita coisa que o ‘ #SouManaus ‘ termina, mas também que vai continuar para além do festival”, afirmou Braz.

Mostra audiovisual e produções locais

Ao longo dos 10 dias, diferentes espaços do centro histórico receberam apresentações, exposições e atividades culturais. A mostra Cine “#SouManaus” reuniu filmes e documentários produzidos no Amazonas, ampliando as oportunidades de exibição para realizadores da região.

O produtor audiovisual Bruno Pantoja participou da mostra com uma obra inspirada em um período difícil da história recente e falou sobre a importância de aproximar o cinema do público.

“O cinema precisa do público e o público precisa desses espaços. Então, é sempre salutar que o município, por meio da prefeitura, possa estar fomentando esses espaços. A gente espera que isso seja um movimento que perdure, que a cultura possa estar sempre chegando para suas plateias e que Manaus possa estar cada vez dinamizando o seu setor cultural, porque aqui tem muita gente criativa”, disse Bruno Pantoja.

O realizador Anderson Mendes exibiu o documentário “Da Silva da Selva”, que trata da trajetória do artista plástico amazonense Da Silva da Selva. Mendes ressaltou que iniciativas da prefeitura ajudam a fortalecer a cadeia audiovisual e a formação de público.

“O Cine ‘ #SouManaus ‘ e as outras ações que a prefeitura têm implementado são importantes, porque o audiovisual gera emprego e renda. Cultura é um mercado muito forte aqui na nossa região. Então, oportunidades como essa são fundamentais para a gente mostrar o nosso trabalho como realizador e ter uma formação de plateia, que é fundamental”, afirmou Anderson Mendes.

O diretor e produtor André Cunha apresentou “Mata-Gato”, seu primeiro filme na direção, uma produção inspirada nos filmes de terror dos anos 1980 e realizada com efeitos práticos. A obra usa o gênero fantástico para tratar de temas como abandono e situação de animais de rua.

“A proposta do ‘Mata-Gato’ é falar sobre a população de animais de rua, falar sobre a terceira idade também, sobre a solidão de pessoas, sobre a violência do produto em si, do meio em si. O público está recebendo muito bem o filme”, afirmou André Cunha.

Repercussão entre espectadores e legado

Quem assistiu às sessões destacou a importância de aproximar a população da produção audiovisual local. A professora de artes Maíra de Santana afirmou que as mostras podem aproximar estudantes da REDE pública do cinema produzido no Amazonas.

“Nós temos um pessoal que produz aqui, produz bem. Temos grandes trabalhos aqui. Apesar de serem curtas, são filmes que não deixam a desejar a nenhum lugar do país, principalmente ao eixo Rio, São Paulo, Sul e Sudeste. Então, nós temos um pessoal que produz aqui, produz bem, e eu acho que está na hora, mais do que na hora, já passou da hora de levar para toda a população manauara”, disse Maíra de Santana.

Além das exibições, a programação incluiu rodas de conversa entre público e realizadores, segundo depoimentos de participantes, o que ampliou a troca e o feedback direto sobre as obras.

O festival encerrou destacando a diversidade da cultura amazonense e deixando como legado a ocupação de espaços culturais e a valorização de artistas locais. Conforme o diretor-presidente da Manauscult, a intenção é manter ações que começaram no festival e já projetar a edição de 2027.

Texto – Marcilene Frutuoso/Semcom
Fotos – Valdo Leão /Semcom
Disponíveis em – https://flic.kr/s/aHBqjD4MmT

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