Deputados repercutem na Assembleia Legislativa forte chuva que causou alagações em Manaus

Reporter da Cidade

A forte chuva que atingiu Manaus na tarde de quarta-feira e provocou alagamentos em diversas avenidas e bairros da capital amazonense, com ruas tomadas pela água, dificultando o tráfego de veículos e a circulação de pedestres, repercutiu nesta quinta-feira (26/3) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), durante a Sessão Ordinária.

O deputado Wilker Barreto (PSD) usou a tribuna no plenário Ruy Araújo para falar do fenômeno pluviométrico e afirmou que é impossível não se compadecer com o próximo. O parlamentar disse que chuvas intensas sempre fizeram parte das características da cidade.

“Vamos ter chuvas históricas, chuvas com grandes volumes de água, mas isso não justifica o que está acontecendo em Manaus. Olhem essas imagens: isso é areia no leito dos igarapés. O que está acontecendo hoje com Manaus chama-se assoreamento. Os igarapés estão tomados de areia em seu leito. E, se não houver a devida manutenção, apesar da existência de drenagem e galerias, a água se espalha. E, quando a água se espalha, ela causa danos. O lixo atrapalha muito, principalmente o plástico”, afirmou.

Wilker Barreto cobrou a implementação de cadeias reversas e o incentivo à cadeia econômica do plástico. “Não seria muito mais barato para a prefeitura incentivar a reciclagem, agregando valor ao plástico? Como Podemos não sofrer com as chuvas com os igarapés nesse estado? Existe uma responsabilidade direta da prefeitura, que não faz a manutenção da cidade”, questionou.

Na mesma linha, o deputado Sinésio Campos (PT) também se manifestou sobre as fortes chuvas que vêm atingindo Manaus e citou o alagamento na Avenida Brasil.

“É algo que temos que abordar de modo muito simples. Um estado como o nosso, que tem uma receita muito grande, não tem sequer um aterro sanitário adequado. Uma cidade como a nossa, comparável a uma Veneza cortada por rios e igarapés, precisa tratar melhor esses recursos. Eu já cheguei a tomar banho naquela água da Compensa, na Avenida Brasil, onde havia igarapés maravilhosos. Hoje, muitos confundem esgoto com igarapé. Portanto, não se trata apenas de transformar igarapés em córregos, mas de dar um tratamento decente”, enfatizou.

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