Deputado João Luiz alerta para riscos de intolerância religiosa

Reporter da Cidade

O desrespeito, a discriminação, a hostilidade e a violência contra pessoas ou grupos por causa de suas crenças, caracterizados como intolerância religiosa, foram temas abordados pelo deputado estadual João Luiz (Republicanos), nesta quarta-feira (4/3), no plenário Ruy Araújo da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

O parlamentar destacou o exemplo da Coreia do Sul, onde o Parlamento debate um projeto de lei que PODE permitir o fechamento de igrejas no país asiático. Em seu discurso, o republicano pediu a UNIÃO de parlamentares de todo o Brasil para impedir que proposta semelhante chegue às casas legislativas brasileiras.

“Pedimos a UNIÃO dos Poderes Legislativos para que não aceitem projetos como o da Coreia do Sul no Brasil. Não Podemos admitir o fechamento de igrejas em nosso país, que é democrático e respeita todas as crenças”, pontuou.

Segundo o deputado, as igrejas atuam como barreiras contra o avanço da intolerância e desempenham papel de resgate social para pessoas de diferentes classes, mesmo sendo alvo de ataques em eventos culturais.

“Pessoas vão introduzindo, lentamente, ao longo do tempo, a intolerância religiosa na cultura, como aconteceu no Carnaval deste ano, quando uma escola de samba colocou famílias tradicionais cristãs em latas de conserva, demonstrando total desrespeito a essa parcela da sociedade. Em ano anterior, chegaram a apresentar um personagem representando Jesus Cristo sendo arrastado na avenida pelo demônio”, ressaltou.

João Luiz destacou ainda o papel das igrejas em áreas onde, segundo ele, o poder público não consegue atuar de forma efetiva. De acordo com o parlamentar, as instituições religiosas ajudam a salvar vidas, retirando pessoas das drogas e de outros vícios, reinserindo-as na sociedade.

“As igrejas, sejam elas católicas ou evangélicas, realizam um trabalho exemplar onde quer que estejam e, por isso, merecem respeito e apoio. Elas retiram pessoas dos vícios, oferecem novas oportunidades de vida. A intolerância religiosa precisa acabar no Brasil, e as pessoas devem respeitar umas às outras, independentemente de sua religião”, finalizou.

Coreia do Sul

Na Coreia do Sul, parlamentares discutem um projeto de lei que permitiria ao governo dissolver organizações religiosas, incluindo igrejas, em determinadas circunstâncias, especialmente diante de suspeitas de irregularidades.

Defensores afirmam que a proposta reforça mecanismos já existentes para responsabilizar instituições que violem a lei ou prejudiquem o interesse público. Críticos, porém, alertam que a medida PODE abrir espaço para maior controle estatal sobre a religião, afetando comunidades inteiras e permitindo ações como dissoluções arbitrárias, buscas e confisco de bens.

A pesquisa “Panorama da População Religiosa em 2025” indica que os protestantes superam budistas e católicos entre os sul-coreanos que declaram possuir religião.

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