Deputado Felipe Souza apresenta projeto que proíbe planos de saúde de limitarem sessões terapêuticas para pessoas com autismo no Amazonas

Reporter da Cidade
Deputado Felipe Souza apresenta projeto que proíbe planos de saúde de limitarem sessões terapêuticas para pessoas com autismo no Amazonas

O deputado estadual Felipe Souza (Podemos) apresentou na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam),  o Projeto de Lei nº 340/2026, que altera a Lei Estadual nº 6.458/2023 para proibir que operadoras de planos de saúde imponham limites ao número de sessões terapêuticas destinadas ao tratamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A proposta busca garantir que crianças, adolescentes e adultos com autismo tenham acesso ao tratamento prescrito por seus profissionais de saúde sem restrições quantitativas, assegurando a continuidade e a efetividade do acompanhamento terapêutico.

Para o deputado, a medida pretende fortalecer os direitos das pessoas com TEA e evitar interrupções que possam comprometer sua evolução clínica.

“Cada pessoa com autismo possui necessidades específicas e um plano terapêutico individualizado. Não faz sentido que uma operadora de saúde imponha limites administrativos a um tratamento definido por profissionais especializados. O que deve prevalecer é a necessidade do paciente”, afirmou.

A proposta alcança as operadoras de planos privados de assistência à saúde e demais prestadoras de serviços de saúde suplementar que atuam no Amazonas. Pela regra, ficará proibida qualquer limitação quantitativa das sessões terapêuticas prescritas para o tratamento do autismo, abrangendo psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e outros métodos indicados pelo profissional responsável.

O projeto estabelece ainda que será considerada abusiva qualquer cláusula contratual ou decisão administrativa que restrinja o número de sessões necessárias para a execução do plano terapêutico individualizado. Na prática, a quantidade de atendimentos deverá seguir exclusivamente critérios clínicos definidos pelos profissionais responsáveis pelo acompanhamento do paciente, e não os limites impostos pelos contratos dos planos de saúde.

A iniciativa reforça princípios já reconhecidos pela legislação de defesa do consumidor e por decisões dos tribunais superiores, que entendem ser abusiva a restrição de tratamentos essenciais para pessoas com autismo.

O projeto segue agora para análise nas comissões da Assembleia Legislativa antes de ser votado em plenário.

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