
O município de Benjamin Constant, a 1.118 quilômetros de Manaus, está sem abastecimento de água desde o último sábado (14/2). O flutuante usado na captação de água no Rio Javari afundou parcialmente. Não há previsão de normalização do abastecimento aos 40 mil habitantes da cidade. A informação foi repercutida nesta quinta-feira (19/2) pelo deputado estadual Comandante Dan (Podemos).
“Fomos acionados pelos pescadores locais, com quem desenvolvemos uma parceria, na instalação de uma balsa-ancoradouro para a categoria, por conta dos problemas com segurança naquela área, onde a prática criminosa da pirataria dos rios é muito alta. Eles estão sem água potável e sem água balneável, tendo que recorrer a prática insalubres para abastecerem suas casas. É uma situação medieval e inconcebível para um município com 40 mil habitantes. Aliás, a falta de abastecimento de água potável aos cidadãos da calha do Solimões vem sendo denunciada pelo nosso mandato desde julho de 2025. É uma situação vergonhosa e criminosa”, afirmou o deputado.
Ele informou ainda que fará todas as tratativas necessárias e acionará os órgãos competentes para a solução do problema, solicitando celeridade.
Em julho de 2025, o deputado Comandante Dan realizou uma caravana fluvial por toda a calha do Rio Solimões, desde Tabatinga, a 1.112 quilômetros da capital, a Manacapuru, na Região Metropolitana de Manaus. Além da violência que impacta toda a região, principal corredor de escoamento do narcotráfico e calha de maior incidência de pirataria, a falta de abastecimento de água potável foi o problema mais mencionado pelos moradores.
“Estivemos em mais de 40 comunidades rurais durante a caravana e se encontramos três delas sem problemas, foi muito. Mesmo naquelas que já possuem poços artesianos, a água está imprópria ao consumo, por irregularidades técnicas na escavação do poço. É uma vergonha que nossa população, em plena Amazônia, seja submetida a uma penúria dessas. A falta de água potável tem desdobramentos diretos na questão da saúde pública”, lembrou o parlamentar.
A balsa afundada parcialmente em Benjamin Constant pertence à Companhia de saneamento do Amazonas (Cosama). Em vídeo divulgado nas redes sociais, um morador afirmou que o reparo da estrutura PODE demorar e sugeriu o uso de uma bomba alternativa instalada na balsa da associação de pescadores, como forma de reduzir os transtornos para a população durante o período de desabastecimento.
Como uma medida emergencial, o ancoradouro aos pescadores artesanais, financiado em parte pelo deputado Comandante Dan, em parceria com a colônia de pescadores do município, está servindo de apoio para Cosama na tentativa de recuperação do abastecimento.
Em nota, a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Benjamin Constant informou que, devido à ocorrência, o município enfrenta desabastecimento. A Secretaria está realizando abastecimento emergencial exclusivo para o hospital da cidade, com o objetivo de garantir o funcionamento dos serviços essenciais de saúde.