Alessandra Campelo defende criminalização da misoginia como avanço na proteção às mulheres

Reporter da Cidade

A deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos), Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), destacou a importância da aprovação pelo Senado Federal do projeto de lei que criminaliza a misoginia no Brasil como um avanço na proteção das mulheres e no fortalecimento da democracia.

Para a parlamentar, a misoginia – caracterizada pelo ódio, desprezo ou desvalorização da mulher – está presente no cotidiano e representa a base de diversas formas de violência de gênero.

“Ela não começa na agressão física. Começa no desrespeito, na humilhação, na tentativa de silenciar a mulher. Quando isso não é enfrentado, PODE evoluir para violências mais graves”, afirmou.

Alessandra também ressaltou que o combate à misoginia não fere a liberdade de expressão.

“Liberdade de expressão não PODE ser usada como desculpa para agredir ou incentivar violência. Existe uma diferença clara entre opinião e violação da dignidade”, pontuou.

Dados preocupantes

A deputada chamou atenção para o crescimento dos casos de violência contra a mulher no país e no Amazonas, com destaque para o aumento dos feminicídios neste início de 2026.

Segundo ela, o assassinato de mulheres é o estágio mais extremo de um ciclo de violência que começa justamente com a desvalorização feminina.

“O feminicídio é o ponto final de uma sequência que muitas vezes começa com palavras e atitudes misóginas. Combater isso é prevenir a violência”, disse.

Atuação da Procuradoria

À frente da Procuradoria Especial da Mulher da Aleam, Alessandra Campelo destacou que o órgão atua tanto no acolhimento de vítimas quanto na prevenção.

São realizadas campanhas educativas, palestras em escolas, ações comunitárias e capacitações, com foco na mudança de comportamento e na conscientização da sociedade.

“É um trabalho permanente. Combater a misoginia é mudar a forma como a sociedade enxerga e trata as mulheres. E isso se faz todos os dias”, concluiu.

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