Comandante Dan cobra apuração de suposta rebelião na delegacia de Ipixuna

Reporter da Cidade
Comandante Dan cobra apuração de suposta rebelião na delegacia de Ipixuna

O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) cobrou esclarecimentos sobre uma suposta rebelião na 67ª delegacia Interativa de polícia (DIP) de Ipixuna (distante a 1364 quilômetros de Manaus). Um vídeo que circula nas redes sociais mostra fogo, fumaça e detentos golpeando a porta da carceragem.

Como ainda não houve confirmação oficial da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, o parlamentar recomenda cautela, mas considera as imagens graves.

“É necessário esclarecer o que aconteceu, quantos presos estavam na carceragem, se houve feridos e como objetos capazes de produzir fogo chegaram às mãos dos detentos”, afirmou.

A delegacia apresenta histórico de problemas. Em 2019, seis presos fugiram depois de serrar as grades de uma cela. Em janeiro de 2023, uma ocorrência de desordem terminou com a apreensão de celulares, carregadores, facas, tesoura e barras de ferro. No mês seguinte, cinco detentos foram transferidos para Manaus após tentarem manter atividades criminosas a partir da carceragem.

Comandante Dan lembra que a Lei Federal nº 14.735/2023, a Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis, proíbe a custódia de presos em unidades da polícia Civil, salvo quando houver interesse fundamentado da investigação.

delegacia não PODE continuar funcionando como presídio improvisado. Isso desvia policiais de suas funções de investigação e coloca em risco servidores, presos e toda a população”, alertou.

O deputado defende um plano estadual para esvaziar as carceragens, realizar transferências regulares, ampliar o efetivo da polícia Penal e implantar unidades prisionais regionais.

Para fortalecer a segurança no interior, Comandante Dan também propôs o Projeto de Lei nº 944/2025, aprovado pela Assembleia Legislativa, que estabelece parâmetros para o efetivo da polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, com critérios diferenciados para fronteiras, áreas ribeirinhas e localidades de difícil acesso.

“Segurança pública no interior exige efetivo, estrutura e planejamento permanente. O Estado precisa Agir antes da fuga, da rebelião e da tragédia”, concluiu.

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