O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) voltou a chamar atenção para os resultados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, que coloca o Amazonas entre os estados com pior avaliação da infraestrutura rodoviária brasileira. Dos 989 quilômetros pesquisados no estado, 45,6% foram classificados como ruins ou péssimos, a terceira maior proporção entre as unidades da Federação. Apenas 8,1% foram considerados bons e nenhum trecho recebeu classificação geral “Ótimo”.
“Não estamos falando apenas da percepção de quem percorre nossas estradas. Temos um estudo nacional mostrando que o Amazonas está entre os piores do Brasil em qualidade das rodovias. É uma situação que exige prioridade, planejamento e ação”, afirmou Comandante Dan.
A distância para a média brasileira é expressiva. Em todo o país, 37,9% da extensão pesquisada é ótima ou boa e 19,1% ruim ou péssima. No Amazonas, são apenas 8,1% na faixa positiva contra 45,6% nas duas piores classificações.
O quadro se agrava quando analisado o pavimento. No Amazonas, 55,2% está em condição ruim ou péssima, enquanto apenas 10,2% foi classificado como ótimo ou bom. No conjunto do Brasil, 19,5% do pavimento está nas duas piores categorias.
“Mais da metade do pavimento analisado está ruim ou péssimo. Isso significa mais custos para quem produz e transporta, veículos danificados, viagens mais demoradas e maior risco para quem precisa utilizar essas estradas”, destacou o parlamentar.
Sete em cada dez quilômetros têm geometria ruim ou péssima
O resultado mais crítico aparece na geometria das vias, avaliação que considera características como tipo de pista, perfil da rodovia e presença de curvas perigosas. No Amazonas, 71,1% dos quilômetros pesquisados receberam classificação ruim ou péssima, contra 33,9% no Brasil. Apenas 14,3% das vias amazonenses foram consideradas ótimas ou boas nesse quesito.
A sinalização também apresenta resultado desfavorável: 34,3% está ruim ou péssima no Amazonas, mais que o dobro dos 16,1% registrados nacionalmente.
Para Comandante Dan, os números reforçam a necessidade de colocar a recuperação e a manutenção das rodovias estaduais entre as prioridades do Amazonas.
“Estrada não é apenas asfalto. É acesso à saúde, educação, produção, comércio, turismo, segurança e integração dos municípios. Não Podemos aceitar que o Amazonas permaneça entre os últimos do país. Precisamos de planejamento, qualidade nas obras, manutenção permanente e transparência sobre onde e como os recursos estão sendo aplicados”, concluiu.
A Pesquisa CNT de Rodovias 2025 avaliou 114.197 quilômetros em todo o Brasil, considerando pavimento, sinalização e geometria da via para estabelecer a classificação geral das rodovias.