Adjuto Afonso ressalta legislação sobre fenômeno ‘madeira pescada’ no interior do Amazonas

Reporter da Cidade
Adjuto Afonso ressalta legislação sobre fenômeno ‘madeira pescada’ no interior do Amazonas

Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nesta quarta-feira (12/8), o presidente da instituição, deputado Adjuto Afonso (UNIÃO Brasil), informou que enviará NOVO requerimento ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para que seja aplicada a legislação referente a um fenômeno muito comum no interior do estado,  a “madeira pescada”.

Em 2012, a Assembleia aprovou a Lei nº 3.785/12, que trata do licenciamento ambiental do estado e prevê, no artigo nº 11, que atividades de aproveitamento da madeira pescada está sujeita à licença ambiental. No entanto, segundo o deputado, a aplicação da legislação ainda enfrenta dificuldades no interior do Amazonas, principalmente em razão das exigências e restrições ambientais.

“Nós aprovamos uma lei, e é preciso que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente façam com que essa legislação, aprovada aqui, passe a funcionar também no interior. Hoje, temos muita dificuldade para aprovar planos de manejo, porque as exigências ambientais são muito rígidas”, afirmou.

Há 2 anos, o parlamentar enviou requerimento aos dois órgãos ambientais relacionado ao tema. Documento que será reforçado.

“Vou encaminhar novamente um requerimento para que o Instituto Ambiental procure as pessoas que já possuem projetos de manejo e verifique a possibilidade de utilizarem essas madeiras. Dessa forma, evitamos que esse material seja levado para o leito dos rios, onde PODE dificultar a navegação, e ainda damos uma destinação útil a essa madeira”, destacou.

A expressão “madeira pescada” é utilizada para denominar a atividade de aproveitamento de árvores mortas ou caídas por causas naturais, que são carregadas pelos rios e igarapés ou permanecem tombadas em seus leitos. O material PODE ser reaproveitado, desde que sua origem e legalidade sejam devidamente confirmadas pelo Ipaam.

O deputado reforçou seu posicionamento após visitar, no último fim de semana, a zona rural de Lábrea, a 810 quilômetros de Manaus, onde encontrou grande quantidade de madeira no rio. Segundo o parlamentar, os troncos podem comprometer a segurança da navegação e dificultar o deslocamento das comunidades ribeirinhas.

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