Implurb inicia diagnóstico socioambiental para definir faixas marginais dos cursos d’água em Manaus

Reporter da Cidade
Implurb inicia diagnóstico socioambiental para definir faixas marginais dos cursos d’água em Manaus

Implurb, Semmas e UFAM realizaram reunião de alinhamento para elaborar diagnóstico que subsidia estudos sobre faixas marginais em áreas urbanas consolidadas de Manaus.

A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de planejamento urbano (Implurb), realizou a primeira reunião de alinhamento para a elaboração do Diagnóstico Socioambiental que irá subsidiar estudos sobre as faixas marginais dos cursos d’água naturais inseridos em áreas urbanas consolidadas do município. O encontro reuniu equipes do Implurb, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Pauta

O encontro teve como objetivo alinhar informações técnicas, ambientais, urbanísticas e territoriais que serão utilizadas na elaboração dos estudos e, posteriormente, poderão subsidiar uma proposta de legislação municipal destinada a regulamentar as larguras das faixas marginais dos cursos d’água em áreas urbanas consolidadas de Manaus.

O trabalho considera as possibilidades estabelecidas pela Lei Federal nº 14.285/2021, que permite aos municípios, mediante legislação própria e observados os requisitos legais, definir faixas marginais distintas das previstas no Código Florestal para áreas urbanas consolidadas.

Durante a reunião foi destacada a necessidade de aprofundar os estudos para que a definição das faixas marginais seja feita de maneira técnica, individualizada e compatível com as características de cada trecho de curso d’água, evitando a adoção de critérios exclusivamente genéricos.

“O objetivo é construir um diagnóstico que permita conhecer de forma mais detalhada a realidade de cada trecho dos cursos d’água inseridos na área urbana consolidada. Esse trabalho integrado entre universidade, meio ambiente e planejamento urbano é fundamental para que qualquer definição futura seja baseada em informações técnicas e nas características reais do território”, afirmou a assessora de gestão ambiental do instituto, Gorete Silva.

A proposta é reunir diferentes dimensões de análise do território, considerando aspectos ambientais, urbanísticos e territoriais. Dessa forma, o diagnóstico deverá contribuir para uma compreensão mais detalhada das características dos cursos d’água inseridos na área urbana consolidada e fornecer informações técnicas para as próximas etapas do trabalho.

Integração

A integração entre planejamento urbano, conhecimento acadêmico e gestão ambiental foi apontada como fundamental para o desenvolvimento dos estudos, permitindo que as informações produzidas sejam analisadas de forma conjunta e possam subsidiar futuras decisões do município sobre a regulamentação das áreas marginais dos cursos d’água.

O trabalho representa uma etapa inicial de levantamento e alinhamento das informações que deverão compor o Diagnóstico Socioambiental, antes da elaboração de eventual proposta de legislação municipal. A reunião contou com a participação de Paulo Rodrigues de Souza, Natasha Peixinho Brazuna, Isael Pinheiro Matos, Marie Anete leite Rubim e André Luiz Alcântara de Mendonça, da UFAM; Jeú Linhares, da Semmas; e Gorete Silva, do Implurb.

Texto e Fotos – Divulgação/ Implurb

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