Assembleia Legislativa do Amazonas tem leis sancionadas voltadas ao fortalecimento de políticas públicas para as mulheres

Reporter da Cidade
Assembleia Legislativa do Amazonas tem leis sancionadas voltadas ao fortalecimento de políticas públicas para as mulheres

Durante o primeiro semestre de 2026, o Governo do Estado sancionou uma série de leis aprovadas na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que fortalecem a REDE de proteção, inclusão e valorização da população feminina. A efetivação dessas medidas destaca a urgência de manter e expandir políticas públicas voltadas às mulheres amazonenses, assegurando suporte institucional contínuo e condições para o desenvolvimento socioeconômico em todas as regiões do estado.

O estímulo à independência financeira das mulheres recebeu importantes incentivos legislativos no período. A Lei nº 8.079/2026, de autoria do deputado Rozenha (PSD), estabelece as diretrizes para a implantação do Preparatório Estadual de Negócios para Mulheres Empreendedoras, focado na capacitação inicial e no fornecimento de ferramentas de gestão para mulheres que desejam iniciar um empreendimento.

Citando estudos recentes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e de organismos multilaterais como o Banco Mundial, que demonstram que mulheres enfrentam barreiras estruturais ao empreender, incluindo menor acesso a crédito, à Qualificação Profissional, à formalização de seus empreendimentos e a redes de apoio e inovação; o deputado Rozenha acredita ser fundamental a criação de instrumentos de formação técnica e gerencial que estejam territorialmente adaptados às realidades locais e que contemplem especificidades do empreendedorismo feminino em contextos urbanos, periurbanos, ribeirinhos, indígenas e rurais.

Complementando essa estratégia de fomento à gestão e geração de renda, foi sancionada a Lei nº 8.409/2026, também de autoria de Rozenha, que dispõe sobre a criação da Incubadora Estadual de Negócios para Mulheres Empreendedoras, estrutura desenhada para acelerar, orientar e dar sustentabilidade aos negócios femininos já existentes no Amazonas.

“O empreendedorismo feminino tem se destacado como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento econômico e social, promovendo a inclusão produtiva e a geração de renda para mulheres em diversas regiões do país”, afirma o parlamentar, complementando que “no Amazonas essa realidade não é diferente”. Neste cenário, para Rozenha, a Incubadora permitirá que mulheres empreendedoras desenvolvam seus negócios com segurança e sustentabilidade.

Combate às violências e segurança nos espaços públicos

 O enfrentamento a violência contra a dignidade e a integridade feminina também avançou, com produção da Casa Legislativa neste sentido. Um exemplo é a Lei nº 8.213/2026, originada de Projeto de Lei apresentado pela deputada Débora Menezes (PL), dispõe sobre sanções administrativas para a prática de crimes de divulgação de conteúdo íntimo sem o consentimento da mulher, estabelecendo punições, como o pagamento de multas, para coibir o vazamento não autorizado de imagens e vídeos.

“Além de penalizar financeiramente os infratores, as multas serão revertidos para fortalecer as políticas públicas de combate à violência contra a mulher, promovendo maior suporte às vítimas e ampliando as redes de proteção”, destaca Menezes.

Na mesma linha de proteção e acolhimento direto, a Lei nº 8.278/2026, fruto de Projeto de Lei de autoria da deputada estadual Joana Darc, institui as “Tendas Violetas” em eventos realizados em espaços públicos, garantindo pontos físicos para prevenção, acolhimento, orientação e encaminhamento de denúncias contra o abuso e a violência sexual.

inclusão social, apoio à maternidade e incentivo ao esporte

A garantia de oportunidades de desenvolvimento pessoal e acadêmico foi consolidada por meio da Lei nº 8.082/2026, de autoria da deputada Mayra Dias (PSD), que estabelece diretrizes para a promoção do acesso à educação continuada por mulheres em situação de maternidade solo, criando mecanismos para evitar a evasão escolar e assegurar a Qualificação Profissional de mães que chefiam seus lares de forma independente.

Mayra Dias afirma que no Amazonas muitas mulheres exercem a maternidade de forma isolada, acumulando múltiplas jornadas de trabalho; e esta sobrecarga, somada à ausência de políticas públicas efetivas de apoio, impacta diretamente a continuidade de suas trajetórias educacionais e limita seu acesso ao mercado formal de trabalho, à renda e à autonomia. Por isso, afirma a parlamentar, ao promover o reconhecimento institucional da maternidade solo como um fator que demanda atenção específica no campo das políticas educacionais, a lei contribui para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. “Onde a maternidade não represente um obstáculo, mas sim uma dimensão respeitada e protegida do exercício da Cidadania”.

Por fim, buscando incentivar a equidade desde os primeiros anos de vida, foi sancionada a Lei Ordinária nº 8.255/2026, de autoria da deputada Joana Darc (UB), visando assegurar a igualdade de oportunidades e o acesso democrático à prática esportiva desde a infância.

“Historicamente, o esporte de base feminino enfrenta desafios de visibilidade, apoio e continuidade”, aponta Darc, explicando que a lei busca suprir lacunas e criar diretrizes claras para fomentar a participação de meninas e jovens mulheres em diversas modalidades esportivas, sem impor novos encargos ao poder público. A política proposta se estrutura por meio de estímulos, reconhecimento institucional e fortalecimento de parcerias com entidades da sociedade civil e instituições privadas.

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