Merenda escolar de Manaus ganha destaque nacional com merendeiras classificadas no concurso do FNDE

Reporter da Cidade
Merenda escolar de Manaus ganha destaque nacional com merendeiras classificadas no concurso do FNDE

Merendeiras da REDE municipal de Manaus relatam rotina, reconhecimento da comunidade e classificação em etapa nacional do concurso do FNDE.

As manipuladoras de alimentos das creches e escolas da Prefeitura de Manaus, conhecidas como merendeiras, preparam diariamente a merenda escolar para crianças e adolescentes e conquistaram vagas na terceira etapa do concurso “Melhores Receitas da alimentação escolar”, promovido pelo FNDE. Entre as representantes de Manaus, a creche municipal Magdalena Arce Daou obteve 100 pontos com a receita “Refogadinho de Caruru“, enquanto o Cmei Manuel Bandeira e a creche Manuel Octávio Rodrigues de Souza alcançaram 98 pontos. A votação para apoiar as receitas segue até o dia 30 de maio, no link oficial do governo federal.

Rotina e relatos das merendeiras

Ivanete dos Santos trabalha como merendeira há nove anos e atualmente prepara refeições para crianças de 1 a 3 anos na creche municipal Magdalena Arce Daou, administrada pela Secretaria Municipal de educação (Semed). Ela já atuou com estudantes do 6º ao 9º ano. Ivanete afirma que garantir a nutrição dos alunos é uma satisfação, especialmente ao lidar com dietas mais restritivas, como a ausência de açúcar nas receitas. “A gente faz com todo o carinho e as crianças recebem bem, porque elas repetem. Então, para a gente, é uma satisfação. Fazer uma coisa com gosto e ver as crianças aceitarem não tem preço”, relata.

Jaqueline Silva, merendeira há quatro anos na creche municipal Manuel Octávio Rodrigues de Souza, descreve a forma de trabalho como um cuidado semelhante ao de cozinhar para a própria família. “Eu trabalho como se estivesse cozinhando para os meus próprios filhos. Então, a comida sai com amor, com apego e cuidado”, diz. Ela acrescenta que o momento mais gratificante é o elogio das crianças: “Quando o prato chega para eles, eles olham e dizem: ‘Hum, gostoso!’. E quando provam, olham para a gente e fazem o sinal de positivo com o dedinho na janelinha do refeitório”.

Reconhecimento da comunidade

A aceitação do cardápio também se reflete no contato com pais e responsáveis. Conforme relatos das profissionais, familiares costumam elogiar as receitas e pedir dicas para reproduzi-las em casa. Uma mãe perguntou o “segredo” do mingau de arroz preparado por Jaqueline e descobriu que a versão oferecida na creche não leva açúcar, padrão adotado nas unidades municipais. Segundo as merendeiras, esse tipo de interação confirma a valorização do trabalho e influencia hábitos alimentares.

As merendeiras descrevem ainda estratégias de estímulo durante as refeições, como conversar com as crianças na hora do alimento e usar brincadeiras para incentivar o consumo. “A gente interage o tempo todo. Fica na janelinha dizendo: ‘Come para ficar forte! Olha, tá gostoso!’. A gente até finge que está comendo para empolgar. Eles entram na brincadeira e dizem: ‘Tia, eu já tô forte!’”, relatou Jaqueline.

Premiação e uso dos recursos

O concurso do FNDE, vinculado ao MEC, classificou 55 merendeiras e merendeiros em todo o país para premiação nacional. Cada profissional vencedor receberá R$ 5 mil, enquanto as escolas vinculadas aos vencedores ganharão R$ 8 mil, que devem ser aplicados obrigatoriamente na compra de equipamentos ou na melhoria da infraestrutura das cozinhas escolares. As receitas premiadas também serão publicadas em um e-book digital do MEC.

Para votar e apoiar as merendeiras de Manaus, o público PODE acessar: https://www.gov.br/fnde/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas/PNAE/campanhas/concurso-melhores-receitas/votacaoconcurso até o dia 30 de maio.

Texto – Geraldo Farias / Semcom

Fotos – Clóvis Miranda / Semcom

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