
O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) repercutiu, nesta terça-feira (12/05), os dados da pesquisa “Medo do Crime e Eleições 2026: Os Gatilhos da Insegurança”, divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com o Instituto Datafolha. O estudo aponta que o crime organizado passou a disputar espaço de autoridade com o próprio Estado em diversas regiões do país.
Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o parlamentar afirmou que os números refletem a realidade vivida na Amazônia, marcada pela expansão das facções criminosas e pela fragilidade da presença estatal em áreas estratégicas.
“Estamos diante de uma mudança estrutural. O crime organizado deixou de atuar apenas de forma clandestina e passou a disputar território, impor regras de convivência e influenciar a rotina das pessoas. Isso é gravíssimo”, declarou.
A pesquisa mostra que 96,2% dos brasileiros têm medo de pelo menos uma situação relacionada à violência. Entre os maiores temores estão sofrer golpes pela internet ou celular (83,2%), ser roubado à mão armada (82,3%), morrer durante um assalto (80,7%) e ser vítima de bala perdida (77,5%).
Outro dado destacado pelo deputado foi o avanço territorial das facções. Segundo o levantamento, 41,2% dos entrevistados afirmaram reconhecer a presença de facções ou milícias no bairro onde vivem.
“No Amazonas, essa realidade é ainda mais sensível por causa das fronteiras internacionais, das rotas fluviais e das dificuldades logísticas. O crime organizado se territorializou na Amazônia e utiliza rios, comunidades isoladas e crimes ambientais como estrutura operacional”, afirmou Comandante Dan.
O estudo também revelou que 40,1% da população sofreu algum tipo de violência ou crime nos últimos 12 meses. Os casos mais frequentes foram golpes financeiros pela internet ou celular (15,8%), fraudes envolvendo aplicativos bancários e PIX (12,4%) e situações envolvendo bala perdida (9,7%).
Diante do cenário, o deputado voltou a defender o fortalecimento das forças integradas de combate ao crime organizado, maior presença do Estado no interior do Amazonas, investimentos em inteligência e monitoramento fluvial, além da integração entre UNIÃO, Estado e municípios dentro do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).
“O cidadão está perdendo a sensação de liberdade e segurança. Precisamos ocupar os territórios vulneráveis com presença permanente do Estado, inteligência e integração das forças de segurança”, concluiu.