Com impacto direto na saúde pública e no desenvolvimento social, o saneamento básico de Manaus avançou no cenário nacional, alcançando o primeiro lugar em investimentos na região Norte e a quarta posição no país. O levantamento é da 18ª edição do Ranking do saneamento, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, nesta quarta-feira, 18/3. O desempenho reflete o volume expressivo de investimentos realizados pela Prefeitura de Manaus nos últimos anos e, principalmente, a expansão do sistema de esgotamento sanitário.
A pesquisa avalia os cem municípios mais populosos do Brasil com base em indicadores do Sistema Nacional de Informações em saneamento básico (Sinisa), ano-base 2024, publicados pelo Ministério das Cidades.
No levantamento divulgado nesta semana, a capital amazonense subiu 16 posições em relação a 2018, passando da 98ª para a 82ª colocação.
Entre 2020 e 2024, foram aplicados R$ 1,4 bilhão em saneamento na cidade, volume que coloca Manaus atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Entre as capitais da região Norte, o município lidera com folga em investimentos no setor. Considerando também os aportes realizados em 2025, o montante já ultrapassa R$ 2,3 bilhões.
Outro indicador que evidencia a evolução é o investimento médio por habitante, que saltou de R$ 28,05, em 2018, para R$ 123,15 na edição atual do ranking, um crescimento de 339%.
Esse avanço está diretamente ligado ao programa Trata Bem Manaus, lançado em 2023 pelo prefeito de Manaus, David Almeida, com foco na universalização do esgotamento sanitário até 2033. A iniciativa prevê a implantação de mais de 2,7 mil quilômetros de REDE de esgoto em toda a capital.
Esta é a primeira edição do ranking que reflete os impactos do programa. Considerando dados de 2024, primeiro ano das obras, Manaus atingiu 32,35% de cobertura de esgotamento sanitário. Já com dados atualizados de 2025, o índice supera os 40%, mais que triplicando em relação ao início da atual gestão municipal, quando era de apenas 16%.
“Manaus vive um NOVO momento no saneamento básico. Estamos tirando do papel um dos maiores programas de esgotamento sanitário do país, com investimentos robustos e obras em todas as zonas da cidade. Esse avanço representa mais saúde, dignidade e qualidade de vida para a população, além de um impacto direto na preservação ambiental”, destaca o prefeito de Manaus, David Almeida.
Entre as entregas estruturantes do programa está a primeira etapa da Estação de tratamento de esgoto (ETE) Raiz, inaugurada em 2025. A unidade tem capacidade para tratar mais de 230 milhões de litros de esgoto por mês, atendendo diretamente mais de 50 mil pessoas nos bairros Raiz, Petrópolis, Cachoeirinha e São Francisco, além de contribuir para a recuperação ambiental do igarapé do 40.
Atualmente, mais de 63 milhões de litros de esgoto são tratados diariamente em Manaus antes de serem devolvidos ao meio ambiente. A cidade conta com 136 Estações de tratamento de esgoto de diferentes portes, com REDE disponível para mais de 800 mil pessoas.
Fiscalização mais rigorosa
O crescimento acelerado das obras de saneamento também é acompanhado por um aumento no rigor da fiscalização por parte da Prefeitura de Manaus, por meio da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município (Ageman).
As equipes do órgão atuam diariamente em campo, monitorando a execução dos serviços, com foco especial na qualidade das intervenções, sobretudo na recomposição das vias após a implantação das redes de esgoto.
Somente nos três primeiros meses de 2026, foram emitidos 11 autos de infração contra a concessionária responsável pelos serviços, totalizando R$ 3,3 milhões em multas. As principais irregularidades estão relacionadas à má qualidade na recomposição asfáltica e descumprimento de padrões técnicos exigidos em contrato.
“O avanço do saneamento em Manaus é inegável, mas ele precisa vir acompanhado de qualidade e responsabilidade. À medida que as obras se intensificam, a fiscalização também se torna mais rigorosa. Não vamos admitir serviços mal executados ou que causem transtornos à população. Nosso papel é garantir que cada intervenção atenda aos padrões técnicos e contratuais”, afirma o diretor-presidente da Ageman, Elson Andrade.
Avanços no abastecimento de água
Além do esgotamento sanitário, Manaus também tem avançado na ampliação do acesso à água tratada, com foco em áreas historicamente desassistidas, como comunidades afastadas, becos e regiões de palafitas.
Somente em 2026, 16 novas comunidades devem ser atendidas com a implantação de aproximadamente 100 quilômetros de redes de abastecimento.
Atualmente, mais de 700 milhões de litros de água são captados, tratados e distribuídos diariamente na capital.
inclusão social
A política pública de saneamento também tem priorizado a inclusão social por meio de tarifas reduzidas. O programa Tarifa 10 garante o acesso aos serviços por valor fixo de R$ 10 mensais, beneficiando atualmente 28,5 mil famílias. Já a Tarifa Manauara atende 112,8 mil famílias.
Ao todo, aproximadamente 141,3 mil famílias, o equivalente a aproximadamente 565,2 mil pessoas, são contempladas por tarifas sociais, ampliando o acesso aos serviços essenciais de água e esgoto.
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Texto – Divulgação/Semcom e Tereza Teófilo/Ageman
Fotos – Arquivo/Semcom